Iniciativas premiadas em SP incluem desde políticas públicas em grandes eventos a tecnologias assistivas para esportes náuticos.
O Governo de São Paulo reconheceu nesta segunda-feira (14) as 15 melhores iniciativas e boas práticas de turismo inclusivo do estado. A cerimônia, realizada no Centro TEA Paulista, marcou a conclusão de um levantamento inédito que identificou 308 ações voltadas à acessibilidade em destinos, equipamentos culturais e experiências turísticas paulistas. O projeto é fruto de uma colaboração entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), a Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP) e a EACH-USP, com o objetivo de mapear, analisar e divulgar práticas que ampliam a participação de pessoas com deficiência e grupos com necessidades específicas no turismo.
Capital paulista lidera com inovações em museus, eventos e patrimônio urbano.
A cidade de São Paulo se destaca com cinco das iniciativas premiadas, focando em políticas públicas, equipamentos culturais e exploração do patrimônio. A Prefeitura de São Paulo foi reconhecida pela integração da acessibilidade como política permanente em grandes eventos e festivais. O Museu do Ipiranga foi elogiado pela incorporação de rotas universais e expografia tátil em seu projeto de restauro. O Museu do Futebol se destacou pela arquitetura adaptada e mediação comunicacional, enquanto a Pinacoteca de São Paulo foi premiada por suas políticas de diversidade e programas educativos. O projeto independente Avenida Paulista às Cegas, que utiliza mediação tátil e maquetes 3D, também foi celebrado por oferecer uma nova forma de explorar o patrimônio urbano para pessoas cegas e com deficiência visual.
ABC Paulista e Interior apostam em ciência, indústria e tradição com foco em inclusão.
Na região do ABC Paulista, a Sabina Escola Parque do Conhecimento (Santo André) foi premiada pela adaptação de seu acervo e capacitação em Libras, ampliando o acesso para visitantes surdos. Em São Bernardo do Campo, a Linha Inclusiva no Turismo Industrial aproxima pessoas com deficiência do parque fabril da cidade. No interior, Jundiaí foi reconhecida pela Festa da Uva e ExpoVinho, que incorporam a acessibilidade ao planejamento e à participação comunitária. Holambra inovou com realidade virtual no Moinho Povos Unidos, permitindo a exploração do patrimônio por pessoas com mobilidade reduzida. Já o Museu Índia Vanuíre (Tupã) foi selecionado pela gestão participativa de seu acervo tátil, construído em parceria com povos indígenas e pessoas com deficiência.
Litoral paulista expande o acesso ao lazer, aventura e esportes náuticos.
O litoral de São Paulo também apresenta iniciativas notáveis. Em Bertioga, o projeto independente Onda BGF desenvolve tecnologia assistiva artesanal para esportes náuticos adaptados, enquanto o Sesc Bertioga foi reconhecido pela adaptação contínua de suas instalações e atividades. O Programa Praia Acessível em Caraguatatuba oferece banho de mar assistido e atividades físicas, funcionando como um espaço de convivência adaptado. Em São Sebastião, o Projeto Pé na Estrada promove excursões mensais gratuitas e acessíveis para idosos e pessoas com deficiência, removendo barreiras financeiras e logísticas.
Iniciativas premiadas demonstram que acessibilidade é critério central de qualidade no turismo.
Marcos da Costa, secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ressaltou que o projeto demonstra que a acessibilidade é um critério central de qualidade no turismo paulista. As 15 iniciativas premiadas, construídas com a participação de pessoas com deficiência, provam a viabilidade de transformar diversos espaços em locais verdadeiramente universais. Ana Biselli, secretária de Turismo e Viagens, acrescentou que o mapeamento contribui para identificar a maturidade dos destinos e estimular a expansão de práticas inclusivas, promovendo um turismo mais responsável e acessível para todos os visitantes.
Fonte: www.mercadoeeventos.com.br