Drama após chegada ao país
Um voo com 146 venezuelanos deportados dos Estados Unidos desembarcou na Venezuela com a expectativa de retorno para suas casas. No entanto, após serem levados para o Hotel Santuario La Llanada, administrado pelo governo venezuelano, um terremoto devastador atingiu a região, causando o desabamento do edifício e deixando um rastro de desaparecidos. O hotel, localizado no litoral do país, era o ponto de recepção para exames médicos e procedimentos antes da liberação dos repatriados.
Desaparecidos e falta de informações
Poucas horas após a chegada ao hotel, os terremotos atingiram a Venezuela, levando ao colapso do Santuario La Llanada. Familiares dos deportados relatam uma angustiante falta de informações. Uma lista oficial com apenas 32 nomes de sobreviventes foi divulgada, deixando mais de 100 pessoas desaparecidas. A situação é agravada pela alegada restrição de acesso ao local por parte de agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), dificultando os esforços de busca e a obtenção de notícias por parte dos familiares.
Críticas e questionamentos
As famílias dos deportados expressam profunda insatisfação com a gestão da crise. Questionam por que os deportados não foram liberados imediatamente após a chegada, argumentando que, se tivessem ido para casa, poderiam ter evitado a tragédia. A retenção de celulares e documentos pelos oficiais, que dificultou a comunicação e a identificação das vítimas, também é um ponto de forte crítica. Relatos de sobreviventes indicam que o resgate inicial foi realizado pelos próprios deportados, com a demora na chegada das equipes de socorro e a suposta priorização de resgates de agentes do Sebin.
Posição dos governos
O governo venezuelano, por meio da Grande Missão Volta à Pátria, informou a abertura de canais de atendimento para familiares e expressou solidariedade às vítimas, mas não forneceu detalhes sobre as causas do desabamento ou o motivo da hospedagem dos deportados no hotel. Já o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos declarou que, após a entrega dos deportados às autoridades venezuelanas, a responsabilidade sobre eles deixou de ser do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), sem comentar o desabamento ou a situação dos passageiros.
Fonte: g1.globo.com