Criminosos Usam WhatsApp e Instagram para Encurralar Jovens com Sextorsão: Relatório Alerta para Falhas de Proteção Online

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Criminosos Usam WhatsApp e Instagram para Encurralar Jovens com Sextorsão: Relatório Alerta para Falhas de Proteção Online

Um novo relatório do eSafety, órgão regulador de segurança online da Austrália, acende um alerta sobre a crescente onda de crimes de “sextorsão” na internet. A prática, que consiste em criminosos que ameaçam divulgar fotos íntimas das vítimas para extorquir dinheiro, tem encontrado terreno fértil em plataformas populares, expondo jovens a riscos significativos.

O documento, que analisou mais de 2 mil denúncias entre julho e dezembro de 2025 no país, aponta que o Instagram e o WhatsApp são as ferramentas mais utilizadas pelos golpistas. A faixa etária mais vulnerável, de acordo com o estudo, são jovens australianos de 18 a 24 anos. Adolescentes também estão na mira, com Snapchat e iMessage da Apple figurando entre as plataformas mais visadas para ataques a menores de idade.

Jovens são os principais alvos e plataformas mais visadas

Os dados do eSafety corroboram um relatório anterior do Instituto de Criminologia da Austrália, que, no ano passado, já indicava que um a cada dez adolescentes havia sido vítima de algum tipo de extorsão online. A facilidade de contato e a disseminação de conteúdo nessas redes sociais tornam-nas alvos preferenciais para os criminosos que buscam encurralar suas vítimas.

Relatório aponta “pontos cegos” nas ferramentas de proteção

O eSafety destaca que as principais plataformas digitais possuem “pontos cegos” que falham na proteção dos usuários. Entre as lacunas identificadas estão a ausência de canais específicos para denunciar ataques de extorsão sexual e a falta de tecnologias capazes de identificar técnicas de coerção. Além disso, o órgão ressalta a carência de “ferramentas de detecção proativas” em transmissões ao vivo e chamadas de vídeo, ambientes onde muitas tentativas de ataque podem ocorrer.

Privacidade X Segurança: O dilema da criptografia

Apesar das críticas, o relatório reconhece que a implementação de algumas ferramentas de detecção esbarra em questões de privacidade. A criptografia de ponta a ponta do WhatsApp, por exemplo, garante que apenas os participantes da conversa tenham acesso ao conteúdo, dificultando a intervenção das plataformas para identificar atividades criminosas sem comprometer a segurança da comunicação. Até o momento, nenhuma das grandes empresas de tecnologia mencionadas no relatório se pronunciou sobre o tema.

Fonte: canaltech.com.br

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