Raúl Castro, 95, surge em evento oficial em Havana após rumores de estado de saúde crítico

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Aparece em público em meio a boatos

O ex-ditador cubano Raúl Castro, de 95 anos, fez uma aparição pública neste sábado (5) em Havana, em um evento que marcou o 65º aniversário da Direção de Segurança Pessoal do Ministério do Interior. A presença de Castro ocorre após relatos recentes que indicavam uma piora em seu estado de saúde, com informações veiculadas por alguns veículos de imprensa sugerindo que ele estaria em estado crítico e dependente de aparelhos de suporte à vida após um acidente vascular cerebral (AVC).

Presença ao lado da cúpula do governo

Imagens da televisão estatal cubana, divulgadas pela agência EFE, mostraram Raúl Castro acompanhado pela atual liderança do país, incluindo o ditador Miguel Díaz-Canel. Seu neto, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, que tem atuado como um importante interlocutor em negociações com os Estados Unidos, também estava presente. A aparição em um evento de segurança, órgão que o próprio Raúl Castro ajudou a fundar em 1961 ao lado de seu irmão Fidel Castro, reforça sua conexão histórica com o regime.

Mensagem sobre o trabalho de segurança e oposição aos EUA

Durante o evento, o ministro do Interior, Lázaro Alberto Álvarez Casas, leu uma carta redigida por Raúl Castro. Nela, o ex-líder elogiou o trabalho da Direção de Segurança Pessoal e prestou homenagem a 32 cubanos que teriam morrido em 3 de janeiro durante uma operação militar em Caracas, na Venezuela, onde protegiam o então ditador Nicolás Maduro. Castro também criticou a política dos Estados Unidos, afirmando que a “Revolução vive dias difíceis sob a hostilidade do governo dos Estados Unidos, que continua determinado a apagar o exemplo de Cuba do mundo”. Ele fez referência à crise econômica na ilha, agravada por sanções e um bloqueio de petróleo impostos por Washington.

Histórico recente e acusações

A aparição pública contrasta com reportagens publicadas na última semana, como a do jornal Diario Las Américas, que citou relatos sobre o estado de saúde de Raúl Castro. Em maio deste ano, os Estados Unidos indiciaram o ex-ditador cubano pelas mortes de quatro ativistas cubano-americanos em 1996, em relação ao abate de dois aviões civis. A reunião de sábado, portanto, traz um elemento de incerteza sobre a veracidade dos boatos sobre sua saúde, ao mesmo tempo em que o posiciona em meio às tensões políticas e econômicas que marcam o cenário cubano atual.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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