Mahá Biocosméticos: Startup Paraense de Bioativos Amazônicos Cresce 44% com Apoio de Incubadora do Sebrae
Negócio que une ciência, identidade amazônica e sustentabilidade fortalece cadeias da bioeconomia e empodera comunidades locais no oeste do Pará.
O que começou como uma pesquisa universitária na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), em Santarém (PA), para atender cabelos cacheados, floresceu em um negócio de impacto socioambiental: a Mahá Biocosméticos. Fundada pelas farmacêuticas Melissa Karen Lage e Bruna Cantal de Souza, a empresa utiliza óleos e manteigas vegetais da Amazônia em seus produtos capilares, impulsionando a bioeconomia local. Desde sua formalização em 2021, a Mahá tem se beneficiado de programas de aceleração do Sebrae, como a Oka Hub – Incubadora da Floresta.
Incubação Estratégica Impulsiona o Crescimento
A incubação na Oka Hub, em 2023, foi um divisor de águas para a Mahá Biocosméticos. Através de mentorias, capacitações e conexões estratégicas focadas em gestão, posicionamento de mercado e expansão, as empreendedoras conseguiram otimizar suas operações. “A Oka teve a sensibilidade de avaliar as nossas necessidades para fazer o alavancamento real. E a gente vê, nesses mercados novos que estamos alcançando, os efeitos práticos disso”, afirma Melissa Lage, sócia da Mahá. Essa aceleração foi fundamental para que a startup registrasse um faturamento de R$36 mil em 2023, um crescimento de 44% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente por kits capilares e máscaras de nutrição.
Ciência e Natureza em Harmonia: A Essência da Mahá
A linha de produtos da Mahá Biocosméticos é composta por ativos amazônicos como andiroba, buriti, pracaxi, murumuru, cupuaçu e ucuuba, desenvolvidos com base científica e voltados principalmente para cabelos cacheados e ondulados. “A ciência sempre foi a base dos nossos produtos. Mas quando decidimos trabalhar com ativos da Amazônia, também assumimos o compromisso de fortalecer as comunidades e valorizar quem mantém a floresta em pé”, explica Melissa. A empresa estabelece parcerias diretas com grupos de mulheres extrativistas, cooperativas e comunidades tradicionais, como as Amélias da Amazônia na Flona do Tapajós, que fornecem matérias-primas essenciais. Essa colaboração não apenas garante a qualidade dos insumos, mas também gera renda e autonomia para as comunidades, fortalecendo a cadeia produtiva e o desenvolvimento sustentável.
Oka Hub: Um Ecossistema para a Bioeconomia Amazônica
A Oka Hub, criada em 2025 com apoio do Sebrae, é um ambiente colaborativo que reúne 11 startups focadas na bioeconomia amazônica. O espaço, que tem como um de seus pilares a conexão entre ciência, empreendedorismo e conhecimento tradicional, já contribuiu para um aumento médio de 150% no faturamento dos negócios incubados. O Museu de Ciência da Amazônia (MuCA), em Belterra (PA), funciona como um ponto físico para atividades do ecossistema, aproximando a pesquisa científica das comunidades e dos territórios de produção. “O papel da ciência aqui não é substituir esses saberes, mas compreender, validar e desenvolver soluções a partir deles”, destaca Artur Carvalho, embaixador do MuCA. A Mahá Biocosméticos é um exemplo de como a ciência pode gerar valor econômico e inovação, mantendo a conexão com a floresta e as comunidades locais.
Expansão e Novas Parcerias
Durante o processo de incubaçãona Oka Hub, a Mahá Biocosméticos passou por uma reestruturação em seu modelo de negócio. A startup deixou de operar exclusivamente com produtos personalizados e passou a estruturar linhas fixas, aumentando sua capacidade produtiva sem perder sua identidade científica e socioambiental. Além disso, a empresa iniciou uma parceria com a Ekilibre da Amazônia, fábrica de cosméticos em Alter do Chão, viabilizada pelas conexões promovidas pela incubadora. Essa expansão estratégica visa consolidar a marca no mercado e ampliar ainda mais seu impacto positivo na região amazônica.
Fonte: agenciasebrae.com.br
