Lago no Nepal transborda após enchente; resgates com helicóptero são suspensos e moradores buscam abrigo em colinas

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Alerta de transbordamento

Autoridades do distrito de Rasuwa, no Nepal, confirmaram nesta sexta-feira (28) que um lago transbordou, dois dias após uma enchente repentina devastar a região. Narendra Pariyar, o mais alto funcionário do distrito, declarou que o nível da água no rio está visivelmente subindo, embora a altura exata ainda não seja conhecida. O Nepal e a China já haviam emitido alertas prévios sobre o potencial transbordamento de um lago formado na fronteira entre os dois países, devido ao acúmulo de detritos da enchente anterior.

Suspensão de resgates e evacuação de moradores

Diante do aumento do nível da água, as operações de resgate com helicópteros no distrito alagado foram suspensas pelas autoridades nepalesas por um período de 90 minutos. Testemunhas relataram ter visto moradores correndo para terrenos mais altos, em busca de segurança nas colinas. A emissora estatal chinesa CCTV também informou que um lago represado a montante do porto fronteiriço de Gyirong começou a transbordar.

Imagens aéreas revelam risco iminente

Imagens aéreas capturadas por uma equipe de resgate chinesa na quinta-feira mostraram a formação de um lago barreira, com grandes volumes de água marrom acumulados e empurrando detritos e pedras. A água já havia submerso arbustos e árvores, indicando a força da massa hídrica. Equipes de resgate e moradores das áreas mais baixas do lago, tanto no Nepal quanto na China, foram instruídos a se deslocarem para áreas elevadas. Todo o pessoal e veículos chineses também foram retirados para locais seguros.

Balanço da enchente repentina

A enchente repentina que atingiu as áreas de fronteira do Nepal e o Tibete na quarta-feira já causou a morte de 469 pessoas confirmadas, com quase 1.000 desaparecidos. O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira, que liberou uma torrente massiva de rochas, gelo, lama e detritos pelos sistemas fluviais do Himalaia. Existe ainda o receio de desastres secundários, como desmoronamentos de montanhas e avalanches, devido à instabilidade da região e ao acúmulo de água.

Fonte: g1.globo.com

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