A história recente da seleção italiana de futebol tem sido marcada por uma sequência dramática de fracassos nas eliminatórias da Copa do Mundo. Após o brilho da conquista da Eurocopa em 2021, a ‘Azzurra’ viu-se novamente fora do maior torneio de seleções, estendendo um jejum que começou em 2018 e que, para a preocupação dos torcedores, pode se repetir em 2026, consolidando um período sombrio para o tetracampeão mundial.
O Início do Pesadelo: Rússia 2018
A primeira grande surpresa veio na corrida para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. A Itália, uma das maiores forças do futebol mundial, falhou em se classificar após ser eliminada na repescagem europeia. O algoz foi a Suécia, que venceu o jogo de ida por 1 a 0 e conseguiu um empate sem gols no jogo de volta, disputado no icônico San Siro. Foi a primeira vez em 60 anos que os italianos ficaram de fora de um Mundial, um choque que abalou as estruturas do futebol no país.
O Campeão Europeu Fora: Catar 2022
A esperança renasceu com a conquista da Eurocopa em 2021, sob o comando de Roberto Mancini, com um futebol envolvente e vitorioso. No entanto, a euforia durou pouco. Na repescagem para a Copa do Mundo de 2022, no Catar, a Itália sofreu uma derrota chocante. Em pleno Palermo, foi superada pela modesta Macedônia do Norte por 1 a 0, em um resultado que ninguém esperava. A eliminação foi um golpe duríssimo, especialmente por ter ocorrido logo após o título continental, evidenciando uma inconsistência preocupante.
O Fantasma de 2026 e a Crise Atual
Com duas ausências consecutivas, o fantasma de uma terceira edição seguida sem a ‘Azzurra’ em 2026 paira sobre o futebol italiano. Embora a campanha para o Mundial sediado nos Estados Unidos, Canadá e México esteja em andamento, a sequência de eliminações em repescagens gera uma apreensão enorme. Desde a final da Copa do Mundo de 2006, quando se sagrou campeã contra a França, a Itália não conseguiu mais avançar para as oitavas de final de um Mundial, caindo na fase de grupos em 2010 e 2014. A dificuldade em se manter no topo e a incapacidade de superar os obstáculos das eliminatórias refletem uma crise profunda que a nação tetracampeã luta para superar.
Fonte: jovempan.com.br
