Hantavírus Andes: vírus da América do Sul causa 3 mortes em cruzeiro no Atlântico

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Surto em Navio de Cruzeiro

Três mortes foram registradas em decorrência de um surto de hantavírus a bordo do navio MV Hundius, que realizava uma viagem pelo Atlântico, partindo de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que um dos passageiros, que apresentou sintomas ao chegar na Suíça, foi diagnosticado com a infecção. Segundo o presidente da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a cepa do vírus identificada é a Andes, comumente encontrada na América do Sul.

Transmissão e Origem do Hantavírus

O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com a urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Embora a transmissão entre pessoas seja rara, a cepa Andes já demonstrou essa capacidade em casos anteriores na América do Sul, como na Argentina e Chile. A OMS informou que, até o momento, 3 das 8 infecções confirmadas no cruzeiro foram pelo hantavírus.

O que é a Hantavirose?

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, pode se manifestar como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), uma condição grave que afeta os sistemas respiratório e cardiovascular. O vírus pertence à família Hantaviridae e tem roedores silvestres como reservatórios naturais. A infecção em humanos ocorre majoritariamente pela inalação de aerossóis contaminados presentes no ambiente onde os roedores vivem, mas também pode ocorrer por contato direto com mucosas ou ferimentos na pele.

Sintomas e Tratamento

Os sintomas iniciais da hantavirose incluem febre, dores no corpo e mal-estar. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), necessitando de atendimento médico urgente. O período de incubação pode variar de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias. Atualmente, não há tratamento específico para a infecção por hantavírus, e o manejo dos pacientes é feito com medidas de suporte em ambiente hospitalar. A doença é de notificação compulsória imediata às autoridades de saúde. A prevenção envolve o uso de equipamentos de proteção individual e a evitação de ambientes com potencial contaminação por roedores.

Fonte: jovempan.com.br

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