Filme ‘A Graça’ de Paolo Sorrentino: Uma reflexão sobre nossos dias, perdão e eutanásia em tempos de validação

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    O Dever de Sugerir Reflexão

    Em julho de 2026, o cronista Paulo Polzonoff Jr., da Gazeta do Povo, publicou uma análise sobre o filme “A Graça”, dirigido e roteirizado por Paolo Sorrentino. Ciente da pouca repercussão esperada, Polzonoff sentiu o dever de sugerir aos leitores, imersos em busca de validação e em debates políticos superficiais, que dedicassem tempo à obra para refletir sobre temas mais profundos.

    A Pergunta Central: A Quem Pertencem Nossos Dias?

    O texto de Polzonoff destacava a pergunta fundamental lançada por Sorrentino em “A Graça”: a quem pertencem nossos dias e nossa vida? Uma questão que, na época da crítica, já possuía respostas aparentemente fáceis e até ensinadas às crianças, mas que outrora demandava profunda reflexão. O filme, segundo o cronista, explora as complexidades do perdão, a “graça” que dá título à obra, e a delicada temática da eutanásia.

    Conflito de Tempos e Didacticidade Explícita

    Polzonoff observou que Sorrentino ambienta a trama em um mundo de transição, onde ritos de poder buscam se adaptar ao “Mundo Moderno”. O autor aponta para o uso de uma trilha sonora “insuportavelmente moderna”, um contraste que, apesar de inicialmente parecer contraditório, contribui para a narrativa. Outro ponto ressaltado é a natureza explícita do filme. Tudo em “A Graça” é apresentado de forma minuciosa, desde referências intelectuais até dilemas morais e emocionais. Polzonoff descreve a obra como excessivamente didática, onde a sutileza cede lugar a explicações diretas, comparando-a a um filme que Jean-Luc Godard poderia ter feito para a Record, caso fosse contratado.

    Relativismo e a Conclusão do Cronista

    A análise conclui com a crítica de Polzonoff sobre o relativismo inerente ao filme, que validaria tanto posições a favor quanto contra a eutanásia. Para o cronista, “A Graça” se mostra um “filme besta” precisamente por essa falta de uma posição definida, culminando em uma visão crítica sobre a obra e o contexto em que foi analisada.

    Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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