EUA bombardeiam alvos no Irã pelo 2º dia consecutivo em meio a escalada de tensões no Estreito de Ormuz

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Ataques americanos em resposta a ações iranianas

O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou ter realizado bombardeios contra alvos no Irã pela segunda vez em uma semana, nesta terça-feira (1º). A ação militar ocorre em um contexto de crescente tensão no estratégico Estreito de Ormuz e em retaliação a ataques iranianos contra bases americanas. Segundo o Centcom, os ataques visaram a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em resposta a recentes tentativas da organização de atacar navios mercantes e militares americanos na área.

Estreito de Ormuz: foco da disputa

O Estreito de Ormuz se tornou um ponto central na guerra comercial entre os EUA e o Irã. O país persa suspendeu grande parte de suas exportações de petróleo e passou a exigir permissão para navios que desejam cruzar o estreito. Nas últimas semanas, os Estados Unidos têm trabalhado para restabelecer o tráfego marítimo, reabrindo rotas comerciais ao sul, próximas a Omã. A ação de segunda-feira ocorreu após os EUA terem atingido a Ilha de Larak, onde, segundo Washington, Teerã se preparava para lançar foguetes com minas marítimas no estreito.

Irã ameaça retaliação militar

Em resposta aos ataques americanos, o Irã direcionou ações contra bases americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, marcando o primeiro confronto militar direto em um mês. O anúncio de um novo ataque dos EUA surge em um momento delicado, após o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, ter declarado que o país responderia militarmente caso os EUA intensificassem o bloqueio marítimo a seus navios e portos.

Trump promete resposta ainda mais forte

O ex-presidente Donald Trump, em mensagem na Truth Social, classificou os ataques americanos como “de grande escala e poderosos”. Ele afirmou que a ação é uma retaliação direta à tentativa fracassada do Irã de adicionar minas marítimas ao Estreito de Ormuz e ao lançamento de oito mísseis iranianos, que teriam sido interceptados pelas forças americanas. Trump também alertou que, caso o Irã retalie, sofrerá ataques “com muito mais força e intensidade”, sugerindo que a República Islâmica do Irã “restará muito pouco” ao final do conflito.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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