Colômbia abandona ‘paz total’ e lança ofensiva militar contra grupos armados após fim das negociações

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Ruptura com a política de Petro

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, formalizou neste sábado (29) o fim das negociações de paz iniciadas na gestão de Gustavo Petro com grupos armados ilegais. Por meio de resoluções, o novo governo revogou nomeações de negociadores e o reconhecimento de delegados das organizações criminosas, marcando uma clara ruptura com a política de segurança anterior.

Motivações para o fim do projeto

A nova administração colombiana argumenta que a estratégia de negociação simultânea com diversas frentes criminosas não apresentou resultados práticos satisfatórios. O governo De la Espriella alega que a Constituição confere ao presidente o poder exclusivo de decidir sobre processos de paz e que houve uma clara falta de vontade de reintegração à vida civil por parte dos grupos armados. Além disso, uma série de acontecimentos minou a confiança nos canais de diálogo abertos anteriormente.

Grupos afetados e o futuro da segurança

A interrupção dos diálogos atinge organizações de peso na dinâmica de violência do país, incluindo o Estado-Maior dos Blocos Magdalena Medio, Comandante Gentil Duarte, Comandante Jorge Suárez Briceño e Frente Raúl Reyes. A Coordenação Nacional do Exército Bolivariano (CNEB) e as Autodefesas Conquistadoras da Serra Nevada (ACSN) também tiveram suas mesas de conversas encerradas. O governo anulou as credenciais de todos os representantes dessas facções. Em contrapartida, a nova diretriz prioriza a ofensiva militar e o rigor da lei, com operações de impacto já em andamento, como prisões e apreensão de armamentos pesados. A Colômbia também fortalece alianças com Equador e Estados Unidos para combater o narcotráfico em regiões de fronteira, focando no compartilhamento de inteligência.

O fim da era negociadora

As resoluções de De la Espriella revogaram formalmente as credenciais de todos os negociadores oficiais do governo. Armando Novoa, principal interlocutor nas conversas com o Exército Bolivariano, classificou a decisão como desnecessária, uma vez que ele e sua equipe já haviam apresentado renúncia irrevogável em 6 de agosto, véspera da posse do novo presidente. Contudo, o atual governo optou por emitir um ato formal para selar o fim jurídico de qualquer diálogo com os grupos armados.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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