China: Xi Jinping Reduz Comando Militar a Dois Membros em Amplo Expurgador

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Expurgos na Comissão Militar Central

O regime da China deu um passo significativo em seu expurgo na cúpula militar ao reduzir o número de integrantes da Comissão Militar Central (CMC), o principal órgão de comando das Forças Armadas do país, de sete para apenas dois membros. A decisão formalizou nesta sexta-feira (28) a destituição dos generais Zhang Youxia e Liu Zhenli, aprofundando a ampla campanha de limpeza que vem atingindo os escalões superiores das Forças Armadas chinesas nos últimos meses.

Estrutura de Comando Restrita

Segundo a agência estatal Xinhua, o Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional decidiu remover Zhang Youxia do cargo de vice-presidente da CMC e Liu Zhenli de sua posição como membro do órgão. Com essas novas destituições, a comissão agora conta apenas com o líder chinês, Xi Jinping, e Zhang Shengmin, que assume a vice-liderança. No início do atual ciclo político, após o 20º Congresso do Partido Comunista Chinês em 2022, a CMC era composta por sete integrantes.

Investigações e Acusações

Zhang Youxia era um dos militares de mais alta patente na China, enquanto Liu Zhenli comandava o Departamento Conjunto do Estado-Maior, uma estrutura crucial para o planejamento militar. Em janeiro, o Ministério da Defesa chinês havia anunciado que ambos estavam sob investigação por “supostas violações graves da disciplina e da lei”, uma expressão frequentemente utilizada pelas autoridades para casos de suspeita de corrupção. Pouco tempo depois, o jornal oficial do Exército de Libertação Popular acusou os dois generais de trair a confiança do Partido Comunista, minar o controle absoluto do partido sobre as Forças Armadas e prejudicar a imagem do Exército. Contudo, a declaração oficial que formalizou as destituições não especificou os motivos concretos para a saída dos generais da CMC.

Campanha de Limpeza e Disciplina

Zhang Shengmin, o novo vice-presidente da CMC, é o responsável por assuntos disciplinares dentro das Forças Armadas e foi promovido a essa posição em outubro do ano passado. A redução drástica da cúpula militar ocorre em meio a uma abrangente campanha de expurgo liderada por Pequim, que já atingiu ex-ministros da Defesa, oficiais de alta patente e figuras da indústria militar. O governo chinês apresenta essa ofensiva como um esforço para reforçar a disciplina, garantir a lealdade política ao Partido Comunista e aumentar a prontidão para o combate nas Forças Armadas.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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