Tensão crescente na OTAN
A Casa Branca confirmou nesta quarta-feira (8) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá discutir a possível retirada do país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) com o Secretário-Geral da aliança, Mark Rutte. A reunião está agendada para ocorrer ainda hoje no Salão Oval.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que a saída dos EUA da OTAN é um tema que Trump já abordou anteriormente e que será tratado na conversa com Rutte. Ela também indicou que o próprio presidente poderá se pronunciar sobre o assunto após o encontro.
Críticas e ameaças de Trump
A visita de Rutte a Washington ocorre em um momento de intensas críticas de Trump aos aliados da OTAN. O presidente americano tem se mostrado insatisfeito com a participação de outros países na operação para reabrir o Estreito de Ormuz, chegando a classificar membros da aliança como “covardes” e “tigre de papel”, além de reiterar ameaças de retirada dos EUA.
Leavitt citou declarações de Trump, que teria dito que a OTAN “foi testada e falhou”. A porta-voz acrescentou que é “lamentável que a OTAN tenha virado as costas para o povo americano nas últimas seis semanas, quando é justamente o povo americano que tem financiado sua defesa”, reforçando a insatisfação com o que considera um desequilíbrio no financiamento da defesa coletiva.
Contexto e futuras declarações
A reunião entre Trump e Rutte, que já estava em pauta, ganha destaque em um cenário de questionamentos sobre a relevância e o futuro da aliança ocidental, especialmente sob a liderança de Trump. A expectativa é que as declarações do presidente após o encontro ofereçam mais clareza sobre os próximos passos dos Estados Unidos em relação à OTAN.
Saiba mais
A possibilidade de uma OTAN sem os Estados Unidos levanta debates sobre o impacto na segurança global e nas relações internacionais. A matéria original também aponta para conexões entre a guerra contra o Irã e a disputa militar entre EUA, China e Rússia, além de declarações anteriores de Trump sobre a Marinha do Reino Unido.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
