Brasileiro Pede Asilo nos EUA por Ser Gay, Agora Tenta Evitar Deportação para África e Quer Voltar ao Brasil

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Brasileiro teme deportação para a África após pedir asilo nos EUA

Um brasileiro que vive há uma década nos Estados Unidos está em uma corrida contra o tempo para evitar a deportação para a África. Alex Pereira Alves, personal trainer e segurança residente em Los Angeles, foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e pode ser enviado para a Guiné Equatorial. Sua defesa alega que Alex buscou asilo nos EUA há anos por se sentir perseguido no Brasil devido à sua orientação sexual.

Pedido de asilo e reviravolta na imigração

Segundo sua advogada, Jane Oak, Alex se apresentava anualmente às autoridades de imigração para manter seu status enquanto aguardava uma decisão sobre seu pedido de asilo. No entanto, em abril deste ano, ele foi convocado e passou a usar um monitoramento eletrônico. Meses depois, em agosto, ao se apresentar novamente, Alex foi preso.

Defesa busca retorno voluntário ao Brasil

A advogada de Alex informou que o brasileiro deseja retornar ao Brasil, acreditando que a sociedade brasileira mudou e ele se sentiria mais seguro. A defesa propôs a um juiz que, caso Alex seja liberado, ele compraria uma passagem e comprovaria o retorno ao Brasil em até 48 horas. A intenção é evitar que ele seja deportado para a Guiné Equatorial, um país que, segundo relatos, possui um regime instável.

Política de deportações para terceiros países

O caso de Alex Pereira Alves se insere em uma política de deportações que ganhou força durante o governo de Donald Trump, levando milhares de pessoas a serem enviadas para países diferentes de suas origens. Essa prática, que envolve acordos com nações receptoras, visa, segundo críticos, minar o sistema global de proteção a refugiados e coagir imigrantes a se autodeportarem por medo de serem enviados a destinos incertos e potencialmente perigosos.

Fonte: g1.globo.com

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