A Seleção Brasileira enfrentou a França em um amistoso disputado no Gillette Stadium, em Boston (EUA), nesta quinta-feira (26), e foi derrotada por 2 a 1. O resultado, que contou com gols de Mbappé e Ekitiké para os franceses e Bremer para o Brasil, gerou preocupações, especialmente pela atuação apagada de jogadores chave como Vini Jr. e Raphinha. O confronto serviu como um importante teste para a equipe que, sob o comando de Carlo Ancelotti, busca se consolidar para os próximos desafios.
O Golaço de Mbappé e a Eficiência Francesa
Desde o início, o Brasil tentou se movimentar e criar, mas encontrou dificuldades para superar a defesa francesa. A França, por sua vez, mostrou-se mais eficiente e abriu o placar com um golaço de Kylian Mbappé. A jogada, que resultou em uma cavadinha precisa sobre o goleiro Ederson, nasceu de um desarme de Dembelé sobre Casemiro no meio-campo, expondo uma falha na transição brasileira.
Apesar de algumas tentativas de reação, a Seleção Brasileira demonstrou um repertório ofensivo limitado no primeiro tempo, com Raphinha, Vini Jr. e Martinelli se movimentando muito, mas finalizando pouco. As decisões no acabamento das jogadas foram ruins, e o Brasil não acertou o alvo em nenhuma das cinco finalizações realizadas na etapa inicial.
Estrelas em Dia Apagado e o Brilho de Luiz Henrique
As expectativas em torno de Vini Jr. e Raphinha, que brilham em seus respectivos clubes na Europa, não se concretizaram no amistoso. Ambos os jogadores pareceram ‘acanhados’ e ‘tímidos’ em campo, produzindo pouco e sem conseguir o impacto esperado. Raphinha sentiu dores e foi substituído no intervalo por Luiz Henrique, que, em poucos minutos, mostrou mais serviço e vitalidade, contribuindo para uma leve melhora ofensiva da equipe.
Cartão Vermelho e Gol Inesperado de Bremer
A situação parecia favorável ao Brasil quando o zagueiro francês Upamecano foi expulso por derrubar Matheus Cunha perto da área, deixando a França com um jogador a menos. Contudo, o panorama não melhorou para os brasileiros. Em um rápido contra-ataque, a seleção francesa ampliou o placar com Ekitiké, que, com outra cavadinha sobre Ederson, marcou o segundo gol, evidenciando a desorganização defensiva brasileira mesmo com superioridade numérica.
Ancelotti realizou diversas substituições, buscando reverter a desvantagem. A insistência brasileira resultou no gol de honra, marcado pelo zagueiro Bremer. Posicionado quase como um atacante, Bremer aproveitou um passe de Luiz Henrique para balançar as redes, sendo um dos poucos a se destacar positivamente na partida e, ironicamente, mostrando-se mais perigoso no ataque do que os próprios centroavantes.
Dúvidas Táticas e o Próximo Desafio
A derrota para a França, uma das favoritas à Copa do Mundo, levanta sérias questões sobre o desempenho da Seleção Brasileira, especialmente no setor ofensivo e na capacidade de criação de jogadas. A falta de um ‘pensador’ no meio-campo e a dependência de individualidades que não funcionaram neste jogo foram evidentes.
O Brasil terá a chance de buscar uma reabilitação e encerrar esta Data Fifa com uma vitória diante de um europeu na próxima terça-feira (31), quando enfrentará a Croácia em Orlando, nos Estados Unidos. A partida será mais uma oportunidade para Ancelotti ajustar a equipe e buscar um melhor entrosamento.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 1 × 2 FRANÇA
BRASIL: Ederson; Wesley (Ibañez), Bremer, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro (Gabriel Sara) e Andrey Santos (Danilo); Martinelli (João Pedro), Raphinha (Luiz Henrique), Vini Jr. e Matheus Cunha (Igor Thiago). Técnico: Carlo Ancelotti.
FRANÇA: Maignan; Malo Gusto (Kalulu), Konaté, Upamecano e Theo Hernandez; Tchouaméni (Kanté), Rabiot e Cherki; Ekitiké (Doué), Mbappé (Thuram) e Dembelé (Lacroix). Técnico: Didier Deschamps.
GOLS: Mbappé, aos 31 do 1ºT. Ekitiké, aos 19, e Bremer, aos 32 do 2ºT.
ÁRBITRO: Guido Gonzales Jr. (EUA).
CARTÕES AMARELOS: Casemiro, Léo Pereira, Konaté, Bremer.
CARTÃO VERMELHO: Upamecano.
PÚBLICO: 66.713 torcedores.
LOCAL: Gillette Stadium, em Boston (EUA).
Fonte: jovempan.com.br
