Turismo Religioso no Brasil: R$ 15 Bilhões e Milhões de Peregrinos Geram Oportunidades no Interior

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Cadeia Econômica Beneficiada

O turismo religioso no Brasil movimenta impressionantes R$ 15 bilhões anualmente, atraindo cerca de 17,7 milhões de viajantes. Essa atividade econômica, que vai além dos grandes centros de peregrinação, abre portas para municípios do interior, que podem capitalizar suas tradições religiosas para criar produtos turísticos e novas fontes de renda. A chegada de visitantes impulsiona uma vasta cadeia econômica, incluindo setores como hotelaria, gastronomia, comércio, transporte, artesanato e serviços diversos.

Interior Ganha Protagonismo

A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo destaca o potencial de festas religiosas, igrejas, santuários e manifestações tradicionais como atrativos capazes de fomentar o desenvolvimento regional. O Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, é um exemplo notável, tendo recebido mais de 10 milhões de visitantes em 2025. O estado tem investido na criação de roteiros que abrangem diversas vertentes religiosas, como católicas, evangélicas, judaicas, halal, e religiões de matrizes africanas e indígenas, ampliando o leque de experiências para os peregrinos.

Estratégias para Aumentar Permanência

Para Roberto de Lucena, ex-secretário de Turismo e Viagens de São Paulo, cidades menores podem estruturar suas celebrações identitárias em estratégias turísticas permanentes. O objetivo é incentivar o turista a prolongar sua estadia, consumindo produtos e serviços locais. Iniciativas como o 1º Fórum de Turismo Religioso em Laranjal Paulista, que discutiu o potencial de eventos como a Festa de São João Batista, ilustram essa abordagem. A ideia é que a experiência religiosa seja um ponto de partida para que o visitante explore outros atrativos, restaurantes e o comércio local, integrando a fé a uma cadeia turística mais ampla e beneficiando a economia da região.

Fé como Porta de Entrada para o Desenvolvimento

O turismo religioso demonstra sua força não apenas como um setor de grande expressão econômica, mas também como um vetor de desenvolvimento para regiões menos exploradas. Ao valorizar e estruturar suas manifestações de fé, municípios do interior podem atrair investimentos, gerar empregos e diversificar suas economias, transformando tradições culturais em oportunidades concretas de crescimento e prosperidade.

Fonte: www.mercadoeeventos.com.br

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