Trump Rejeita Retorno à OMS Apesar de Hantavírus e Critica Falhas da Organização na Pandemia

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Trump Firme na Decisão de Retirar EUA da OMS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta segunda-feira (11) que não há qualquer arrependimento na decisão de retirar o país da Organização Mundial da Saúde (OMS). A declaração veio em resposta a questionamentos sobre a possibilidade de reconsiderar a saída diante do surgimento de casos de hantavírus, associados a um surto no cruzeiro MV Hondius. “Não, fico feliz [de ter retirado os EUA da OMS]”, respondeu Trump, de forma categórica, durante coletiva no Salão Oval da Casa Branca.

Repatriados e Críticas à Gestão da OMS

A manifestação de Trump ocorreu após a repatriação de 18 passageiros do cruzeiro MV Hondius para os Estados Unidos, onde passarão por quarentena e acompanhamento médico. Um dos repatriados testou positivo para a variante Andes do hantavírus, conhecida por sua capacidade de transmissão entre humanos. O paciente foi encaminhado a uma unidade de biocontenção especializada. Trump aproveitou a ocasião para reiterar suas críticas à OMS, especialmente em relação à sua atuação durante a pandemia de Covid-19, alegando que os EUA, apesar de serem os maiores contribuintes financeiros (cerca de US$ 500 milhões anuais), não receberam o tratamento adequado nem informações precisas.

Acusações de Influência Chinesa e Otimismo sobre Hantavírus

O presidente americano voltou a associar a origem da pandemia de Covid-19 à cidade chinesa de Wuhan e acusou a OMS de ter sido influenciada por Pequim para evitar essa conclusão. “Nos deram informações completamente erradas sobre a covid-19. Estavam totalmente errados”, afirmou Trump. Quanto ao surto de hantavírus, Trump expressou otimismo, ressaltando que a doença não parece se propagar facilmente entre humanos e que as autoridades americanas, em especial em Nebraska, estão lidando bem com a situação. Autoridades sanitárias dos EUA reforçaram que o risco para o público em geral é “muito baixo”, detalhando que a transmissão entre pessoas da variante Andes exige contato próximo e prolongado com indivíduos sintomáticos.

Reações Internacionais e a Posição da Argentina

A decisão dos EUA de se retirar da OMS também foi acompanhada pela Argentina, que recentemente acusou a organização de tentar usar o surto de hantavírus como forma de pressão para questionar a saída do país. O Ministério da Saúde argentino afirmou que a OMS busca transformar um “evento sanitário extraordinário” em instrumento de coerção contra uma “decisão soberana”. Essa reação ocorreu após o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, ter defendido que ambos os países reconsiderassem sua retirada, enfatizando a importância da “universalidade” para a segurança sanitária global. O governo argentino, no entanto, sustentou que a cooperação internacional em saúde não depende da submissão a organismos multilaterais, e que a Argentina pode colaborar com outros países sem ser membro da OMS.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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