Trump prevê fim da guerra com Irã após eleições de meio de mandato, mas assessores alertam para conflito prolongado

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Tensões no Golfo Pérsico e ameaças diretas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um eventual conflito militar com o Irã teria seu fim logo após as eleições de meio de mandato americanas. Segundo Trump, o país persa estaria buscando interferir no resultado eleitoral, o que motivaria o fim da guerra. “Acho que a guerra vai acabar imediatamente após a eleição porque eles não conseguem resistir por muito mais tempo. Estão desesperados para tentar influenciar a eleição”, afirmou o presidente a jornalistas.

Em meio a essa declaração, Trump também dirigiu uma ameaça explícita ao Irã, mencionando a possibilidade de atacar a Montanha Pickaxe, um complexo subterrâneo próximo à instalação nuclear de Natanz. “Estamos observando alguma atividade em Pickaxe. Eu aconselharia o Irã a não tentar ser esperto, porque teremos de atacar com muita força”, declarou.

Escalada de ataques e impacto no mercado de petróleo

As palavras de Trump surgem em um momento de acirramento dos confrontos no Golfo Pérsico. O Irã reportou ter atacado dez navios perto do Estreito de Ormuz, em resposta ao afundamento de cinco petroleiros iranianos pelos Estados Unidos. Essa escalada tem gerado preocupações sobre o fornecimento global de energia, com o preço do petróleo Brent mantendo-se acima dos US$ 100 o barril e o tráfego marítimo significativamente reduzido no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho.

Assessores da Casa Branca divergem sobre a duração do conflito

Em contraste com o otimismo de Trump, reportagens indicam que assessores próximos ao presidente, incluindo o vice-presidente e o secretário de Estado, alertam internamente que a guerra com o Irã pode se estender até o final do mandato de Trump, em janeiro de 2029. Segundo o jornal Wall Street Journal, autoridades apontam que o Irã pode resistir à pressão americana por anos, prolongando o conflito para além da próxima posse presidencial. O Pentágono, inclusive, já estendeu a presença de tropas americanas no Oriente Médio até 2027 e prepara novas rotações de forças.

Tensão se estende à fronteira saudita e pressiona Trump

A instabilidade também se manifesta na fronteira entre a Arábia Saudita e o Iêmen. Ataques atribuídos aos rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, deixaram dezenas de feridos em cidades sauditas. Os houthis afirmam ter atingido infraestruturas ligadas ao setor de petróleo e uma base aérea. A guerra e a consequente alta nos preços dos combustíveis têm impactado a popularidade de Trump, que enfrenta eleições de meio de mandato cruciais para sua agenda política.

Fonte: g1.globo.com

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