Trump intensifica pressão sobre o Irã com ameaças e ultimato militar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã nesta segunda-feira (6), ao ameaçar prender jornalistas de um veículo de comunicação não especificado que divulgaram informações sobre um piloto militar americano desaparecido em território iraniano. Em coletiva de imprensa, Trump declarou que a empresa que publicou a notícia seria acionada sob o argumento de “Segurança Nacional”. “Entreguem ou irão para a cadeia”, afirmou o presidente, classificando o vazador das informações como “alguém doente” e que deveria ser preso.
Plano de destruição em 4 horas e ultimato a Teerã
Em um discurso que evidencia a escalada da tensão, Trump também declarou que os Estados Unidos têm um plano para destruir todas as pontes e centrais de energia do Irã em “quatro horas”. A declaração foi feita em referência ao prazo que se encerra na terça-feira (7), quando o Irã deve aceitar as exigências americanas. “Temos um plano, graças ao poder de nossas forças armadas, que prevê que todas as pontes do Irã serão destruídas à meia-noite, amanhã à noite, que todas as centrais elétricas ficarão fora de serviço”, detalhou.
Iranians dispostos a sofrer por liberdade, diz Trump
O presidente americano também mencionou que os iranianos estão “dispostos a sofrer para ter liberdade” e que os Estados Unidos interceptaram comunicações nas quais cidadãos do país pedem a continuação dos bombardeios. Essa afirmação surge um dia antes do vencimento do prazo estabelecido por Trump para a destruição da infraestrutura energética e das pontes iranianas, caso as exigências dos EUA não sejam cumpridas.
Operação de desinformação e demonstração de força
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, previu que a terça-feira seria “o dia mais duro” da ofensiva contra o Irã, sinalizando uma intensificação das ações militares sob o comando de Trump. Por sua vez, o diretor da CIA, John Ratcliffe, confirmou que os EUA realizaram uma operação de desinformação para despistar as forças iranianas durante o resgate de militares. Segundo Ratcliffe, a ação deixou o Irã “envergonhado e, no fim, humilhado” pelo sucesso da missão. O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, informou que mais detalhes sobre a operação serão divulgados em uma nova coletiva na terça-feira.
Fonte: jovempan.com.br
