Tesouro Romano Inédito: Arqueólogos Desenterram 40 Mil Moedas em Jarros Antigos na França

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Descoberta Surpreendente em Senon

Arqueólogos franceses fizeram uma descoberta notável em dezembro de 2025, ao desenterrarem três jarros antigos, conhecidos como ânforas, contendo mais de 40.000 moedas romanas com aproximadamente 1.800 anos. Os artefatos foram encontrados durante escavações conduzidas pelo Instituto Nacional Francês de Pesquisa Arqueológica Preventiva (Inrap) em um assentamento na pequena comuna de Senon.

O Conteúdo dos Jarros Romanos

O primeiro jarro continha cerca de 38 quilos de moedas, o equivalente a aproximadamente 23.000 a 24.000 unidades. O segundo, ainda mais pesado com 50 kg, pode abrigar entre 18.000 e 19.000 moedas, apesar de seu gargalo estar quebrado no momento da descoberta. O terceiro vaso continha apenas três moedas. Vincent Geneviève, pesquisador do Inrap, descartou a hipótese de que se tratassem de “tesouros escondidos” em tempos de insegurança.

Gestão Monetária e Vida em Senon

A principal hipótese dos especialistas é que o enterramento desses jarros era parte de uma complexa estratégia de gestão monetária de médio e longo prazo, permitindo depósitos e saques regulares. Parte das ânforas foi encontrada em salas com fácil acesso, indicando que os residentes do assentamento podiam acessá-las facilmente. No local, foram identificados edifícios de pedra com aquecimento de piso, porões, oficinas e uma fortificação romana nas proximidades, sugerindo uma comunidade próspera.

Da Gália ao Império Romano

Senon possui uma rica história, desde o período gaulês até a assimilação pelo Império Romano. As escavações revelaram vestígios de construções gaulesas feitas com materiais perecíveis, como madeira e taipa. Com a chegada dos romanos, houve um crescimento urbano e a adoção de técnicas de construção com pedra, utilizando o calcário local. As moedas encontradas ostentam os bustos dos imperadores do Império Gálico: Victorino, Tétrico I e Tétrico II. O assentamento foi destruído por um grande incêndio no século IV, levando ao seu abandono e à perda dos jarros com moedas por quase dois milênios.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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