Terremotos na Venezuela: Número de mortos ultrapassa 1.450 e 3.150 ficam feridos

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Balanço trágico e equipes de resgate em ação

O número de mortos em decorrência dos dois fortes terremotos que abalaram a Venezuela na quarta-feira (24) chegou a 1.450, conforme atualização divulgada neste domingo (28) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Os tremores, com magnitudes de 7,2 e 7,5, também deixaram um rastro de destruição, com 3.150 feridos e 12.721 pessoas desabrigadas. Equipes de emergência seguem trabalhando incansavelmente nas áreas mais afetadas, em uma busca intensa por sobreviventes.

Extensão dos danos e infraestrutura afetada

As regiões mais atingidas pelos terremotos foram as do norte da Venezuela, especialmente áreas urbanas e costeiras. De acordo com Rodríguez, já foram registradas 512 réplicas desde os abalos principais. O balanço oficial aponta danos em 2.501 estruturas e infraestruturas. Ao todo, 189 imóveis colapsaram totalmente, e 585 sofreram danos parciais. O governo também informou que 38 hospitais, 44 estabelecimentos comerciais e 1.645 outras estruturas, incluindo pontes e estradas, foram afetadas.

Esforço nacional e internacional de ajuda

Mais de 25 mil pessoas, incluindo militares, policiais, bombeiros, equipes de Proteção Civil, Cruz Vermelha e organizações civis, atuam na resposta à emergência. O país recebeu ainda 2.624 socorristas estrangeiros, 137 cães treinados para buscas, 49 veículos de apoio e mais de 84 toneladas de equipamentos, medicamentos e insumos médicos. Até o momento, 73.937 famílias receberam atendimento, e mais de 7,2 milhões de quilos de alimentos foram distribuídos. Cerca de 12.049 pessoas receberam algum tipo de atendimento médico, e 527 feridos ou afetados foram transferidos para Caracas.

Líder opositora manifesta desejo de retornar

Em meio à tragédia, a líder opositora María Corina Machado expressou o desejo de retornar à Venezuela para acompanhar a população afetada. Em entrevista à Fox News, ela considerou um “dever” estar com o povo venezuelano neste momento difícil. Machado afirmou que a prioridade deve ser salvar vidas e ajudar os atingidos, mas não informou uma data para seu retorno. Autoridades americanas, segundo o jornal The New York Times, consideraram o pedido inoportuno, classificando-o como uma “manobra política”, e expressaram preocupação com a segurança dela e com a resposta à emergência, preferindo que a viagem ocorra em outro momento.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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