Terceiro Ataque a Hospital de Ebola no Congo: 18 Pacientes Desaparecidos e Variante Rara Sem Vacina Aumentam Temores

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Ataque em Mongbwalu Exige Entrega de Corpos e Gera Pânico

Um hospital que tratava pacientes com Ebola no leste do Congo foi invadido por jovens armados na noite de domingo (24), em mais um ataque que forçou a evacuação apressada de pacientes e equipe médica. O incidente no Hospital Geral de Mongbwalu, localizado no epicentro do mais recente surto da doença, é o terceiro ataque a instalações de saúde em menos de uma semana. Segundo o diretor médico do hospital, Dr. Richard Lokudu, os agressores exigiram a entrega de dois corpos de seus parentes, resultando em troca de tiros e pânico generalizado.

18 Casos Suspeitos em Fuga e Risco de Transmissão Ampliado

Durante o ataque ao hospital em Mongbwalu no sábado (23), que incendiou uma tenda da organização Médicos Sem Fronteiras, 18 pessoas com suspeita de infecção por Ebola conseguiram fugir das instalações e estão desaparecidas. Este fato aumenta a preocupação das autoridades com a possível disseminação do vírus, especialmente considerando que os corpos de vítimas de Ebola podem ser altamente contagiosos. Um ataque anterior, na quinta-feira (21), em Rwampara, também envolveu a recusa de familiares em entregar o corpo de um homem suspeito de ter morrido de Ebola, resultando no incêndio do centro de tratamento local.

Variante Rara Bundibugyo e Risco Elevado para o Congo

O surto atual é causado pela variante Bundibugyo, considerada rara e para a qual ainda não existe vacina disponível, diferentemente da variante Zaire. A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de risco do surto no Congo de “alto” para “muito alto”, embora o risco de disseminação global seja considerado baixo. O Ministério das Comunicações da República Congolesa informou que há 904 casos suspeitos de Ebola, a maioria na província de Ituri, com 119 mortes suspeitas registradas, embora números regionais somem 220. A OMS confirmou 82 casos e sete mortes, mas alerta que os números reais podem ser significativamente maiores devido ao atraso na identificação da variante.

Desafios na Resposta e Perda de Voluntários

A resposta ao surto enfrenta desafios significativos, incluindo a falta de recursos e a necessidade de reconstruir a confiança entre as autoridades e as comunidades locais. As medidas de contenção incluem a proibição de velórios e aglomerações com mais de 50 pessoas. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho informou que três de seus voluntários morreram em decorrência do surto em Mongbwalu, possivelmente contraíram o vírus em março ao lidar com cadáveres em uma missão humanitária não relacionada ao Ebola. Isso sugere que o vírus pode ter circulado por semanas antes de ser oficialmente reconhecido.

Fonte: g1.globo.com

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