Acusação de Lenocínio Qualificado e Oito Estupros
Uma promotora sueca solicitou uma pena de dez anos de prisão para um homem de 62 anos, que enfrenta acusações de lenocínio qualificado e oito estupros. O homem é acusado de explorar sexualmente a própria esposa, obrigando-a a manter relações pagas com aproximadamente 120 homens. O julgamento, que ocorre em Härnösand, no norte do país, tem sido conduzido em grande parte a portas fechadas.
Magnitude da Exploração e Lucros Significativos
A promotora Ida Annerstedt destacou a gravidade dos fatos, afirmando que as ações do réu geraram lucros significativos e constituíram uma exploração implacável da vítima. Segundo a promotoria, o homem teria sido o responsável por criar anúncios na internet, organizar e supervisionar os encontros, além de pressionar a esposa a realizar atos sexuais online com o objetivo de atrair mais clientes.
Vulnerabilidade da Vítima e Legislação Sueca
A lei sueca sobre prostituição considera ilegal o pagamento por serviços sexuais e a facilitação de sua oferta, embora a venda desses serviços em si não seja crime. A denúncia aponta que a vítima se encontrava em uma situação de extrema vulnerabilidade. A advogada da autora do processo reivindicou uma indenização de 1,1 milhão de coroas suecas (aproximadamente R$ 580 mil), comparando o tratamento dado pelo acusado à vítima ao de um “cartão bancário” vendido como mercadoria.
Negação das Acusações e Conclusão do Julgamento
Os crimes teriam ocorrido entre agosto de 2022 e outubro de 2025. A defesa do réu, representada pela advogada Martina Michaelsdotter, nega as acusações. O julgamento tem previsão de conclusão para esta terça-feira (26), com a apresentação das alegações finais da defesa.
Fonte: jovempan.com.br
