Sebrae Fomenta Empreendedorismo na Cultura
O amplo universo de artistas, músicos, estilistas, ilustradores e desenvolvedores de games, que compõem a economia criativa, muitas vezes enfrenta o desafio de transformar seu talento em um negócio sustentável. Para sanar essa lacuna, o Sebrae-SP, com o apoio do Sebrae Nacional, lançou o Polo de Referência em Economia Criativa ‘Crie Sebrae’. O programa visa estimular a criatividade aplicada ao empreendedorismo por meio de mentorias, cursos, consultorias e fóruns, além de democratizar o acesso a políticas de incentivo cultural, como as Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc.
‘Crie Sebrae’: Impacto e Resultados
O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destaca que o setor da economia criativa é responsável por quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O programa ‘Crie Sebrae’, inicialmente focado em audiovisual, moda e games, já atendeu mais de 5 mil empreendedores e impulsionou mais de 250 micro e pequenas empresas em ações de internacionalização. O impacto potencial de negócios gerado entre 2024 e 2025 já ultrapassa os R$ 60 milhões. Desenvolvedores de games, como Antônio Willian Barros Lima, relatam a importância do Sebrae em sua trajetória, abrindo portas para eventos e oportunidades de negócio.
Parceria Estratégica com Fábricas de Cultura
A efetividade do programa ‘Crie Sebrae’ é amplificada pela parceria com as Fábricas de Cultura do estado de São Paulo. Essa colaboração fortalece a formação de aprendizes e incentiva o empreendedorismo no universo ‘maker’ e cultural. Nelson Hervey Costa, diretor-superintendente do Sebrae-SP, ressalta que essa é uma política pública replicável em todo o Brasil, com grande potencial de auxílio aos que mais precisam. A visita do presidente do Sebrae à Fábrica de Cultura de São Bernardo do Campo evidenciou o compromisso com a capacitação e o desenvolvimento profissional de jovens em áreas criativas.
Democratizando Oportunidades na Cultura
As Fábricas de Cultura oferecem uma programação cultural gratuita e ferramentas de profissionalização para populações de baixa renda. Com 16 unidades em São Paulo, o projeto atende cerca de 150 mil pessoas anualmente, fomentando o desejo de estudar e construir um futuro na área cultural. O objetivo final, segundo Aline Canciani, diretora de formação, é que os jovens formados nas oficinas possam empreender, gerar renda e ter acesso a oportunidades dignas no vibrante setor da economia criativa brasileira.
Fonte: agenciasebrae.com.br
