Scooter Elétrica Bajaj Chetak com 113 km de Autonomia é Registrada no Brasil: Chega ao Mercado?

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A Bajaj, gigante da indústria indiana, movimentou o cenário da mobilidade elétrica no Brasil ao registrar o desenho industrial de sua scooter elétrica Chetak no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O movimento, que visa a proteção dos direitos de propriedade intelectual sobre o modelo C2501, gerou expectativas sobre a possível estreia da marca no segmento de veículos elétricos no mercado brasileiro.

Detalhes da Bajaj Chetak: Potência e Autonomia Urbana

A versão da Chetak registrada pela Bajaj apresenta um motor elétrico de 2,2 kW, alimentado por uma bateria de 2,5 kWh, que conta com proteção IP67 contra água e poeira. Esta configuração promete uma autonomia de até 113 km, ideal para deslocamentos urbanos. A scooter atinge uma velocidade máxima de 60 km/h e oferece um prático compartimento de 25 litros sob o banco. Com um peso total de 107 kg, a Chetak se posiciona como uma opção leve e eficiente para o dia a dia nas cidades.

O Cauteloso Mercado Brasileiro de Scooters Elétricas

Apesar do entusiasmo gerado pelo registro, é fundamental manter a cautela. O mercado brasileiro de veículos de duas rodas movidos a bateria ainda enfrenta uma aceitação morna por parte dos consumidores. Um exemplo notório é a Yamaha Neo’s Connected, que teve um desempenho de vendas abaixo do esperado, levando a marca a oferecer descontos agressivos para impulsionar a demanda. Grandes players como a Honda, líder do setor, também adotam uma postura de espera, argumentando que o mercado exige maior maturidade antes de uma oferta em larga escala de modelos elétricos. Barreiras como infraestrutura de carregamento, custo inicial e a própria aceitação do consumidor são fatores que levam as fabricantes a hesitar.

Registro no INPI: Proteção ou Lançamento?

O registro no INPI, embora essencial para proteger o design e a tecnologia da Chetak, não é uma garantia de sua comercialização no Brasil. A própria Bajaj já havia apresentado o modelo no Festival Interlagos de 2023, utilizando o evento como um ‘termômetro’ para avaliar a receptividade do público. Portanto, a proteção intelectual serve principalmente para resguardar o projeto da fabricante, mas a decisão de vender a scooter no país ainda dependerá de uma análise mais aprofundada do potencial de mercado e da superação dos desafios inerentes ao segmento de mobilidade elétrica no Brasil.

Fonte: canaltech.com.br

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