O São Paulo Futebol Clube (SPFC) anunciou a demissão do técnico Roger Machado na noite desta quarta-feira (13). A decisão, comunicada pelo diretor executivo Rui Costa, veio à tona poucas horas após a derrota do time por 3 a 1 para o Juventude, resultado que culminou na eliminação tricolor da Copa do Brasil.
A saída de Roger Machado marca o fim de uma curta passagem pelo Morumbi, que durou pouco mais de dois meses. O clube agora inicia a busca por um novo comandante para a sequência da temporada, em meio a um cenário de pressão e resultados insatisfatórios.
Decisão Imediata Após Revés Crucial
Em declaração à imprensa, Rui Costa detalhou o processo da demissão, enfatizando a rapidez da medida. “Uma decisão tomada alguns minutos depois do jogo, nós conversamos, conversamos com o presidente, com toda a comissão técnica e, a partir de hoje, o São Paulo inicia a busca por um novo treinador”, afirmou o dirigente. A eliminação precoce na Copa do Brasil, um torneio de grande importância financeira e esportiva para o clube, foi o fator determinante para a mudança no comando técnico.
Pressão Crescente e Desempenho Abaixo do Esperado
Roger Machado já vinha enfrentando forte pressão nos bastidores do clube, especialmente por parte de conselheiros e outras figuras influentes. Apesar do apoio inicial do presidente Harry Massis Júnior e da diretoria de futebol, o desempenho recente da equipe não conseguiu sustentar o trabalho do treinador.
A derrota de virada por 2 a 1 para o Vasco, ocorrida quando Roger Machado completava apenas um mês no cargo, foi apontada como um dos momentos cruciais que intensificaram a insatisfação interna, contribuindo para a fragilização de sua posição até o revés decisivo na Copa do Brasil.
Balanço da Passagem de Roger Machado pelo São Paulo
Durante sua estadia no São Paulo, Roger Machado comandou a equipe em um total de 17 partidas. Seu aproveitamento foi de 49%, com um retrospecto de sete vitórias, quatro empates e seis derrotas. A falta de consistência e a incapacidade de reverter o cenário de pressão foram fatores chave para o encerramento de seu contrato.
Rui Costa também fez questão de esclarecer que a contratação de Roger não foi uma decisão isolada de um único dirigente. “Foi uma contratação que, desde a saída até a chegada, contou com várias reflexões e muitas conversas com o presidente e o Rafinha. Não foi uma decisão minha. Foi do departamento de futebol, apoiada pelo presidente. Não é esse caráter muito personalista”, explicou, buscando diluir a responsabilidade pela escolha do técnico e projetar os próximos passos do Tricolor Paulista.
Fonte: jovempan.com.br
