Rússia intensifica ataques com mísseis e drones na Ucrânia após saída de negociadores americanos; Polônia e Reino Unido reagem

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Ataques em Massa em Território Ucraniano

A Ucrânia foi alvo de um bombardeio massivo com mísseis e drones durante a madrugada, resultando em pelo menos 10 feridos na capital, Kiev. Explosões foram ouvidas em diversas regiões, com destroços de mísseis atingindo edifícios residenciais e danificando infraestruturas importantes, como escolas e clínicas. A Força Aérea ucraniana relatou o lançamento de dezenas de mísseis e 166 drones pela Rússia, concentrando os ataques nas áreas de Kiev e Odessa. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, a ofensiva russa ocorreu logo após a partida de negociadores americanos que buscavam impulsionar as negociações de paz, o que foi interpretado como um sinal de desinteresse russo na diplomacia.

Reações Internacionais e Reforço na Defesa

Em resposta à escalada da ofensiva russa, a Polônia, membro da OTAN, ativou operações aéreas preventivas e mobilizou aeronaves. O aeroporto de Lublin chegou a suspender temporariamente suas operações. Paralelamente, o Reino Unido anunciou um novo pacote de defesa para a Ucrânia, no valor de 100 milhões de libras, que incluirá o fornecimento de mísseis Patriot. A preocupação com a chamada “guerra de drones” entre Rússia e Ucrânia aumenta na Europa, com incidentes envolvendo drones já registrados em pelo menos 20 países europeus.

Negociações de Paz em Ponto de Incerteza

Os ataques ocorrem dias após reuniões entre enviados do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e autoridades russas e ucranianas, em uma tentativa de avançar nas negociações de paz. Embora as conversas tenham sido descritas como “construtivas” pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que já prepara novos contatos diplomáticos, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia indicou que ainda é cedo para definir os próximos passos. A Ucrânia continua a pedir mais pressão internacional sobre Moscou e o envio de interceptadores para fortalecer sua defesa aérea.

Fonte: g1.globo.com

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