Fim de uma era em Cuba
A rede hoteleira espanhola Meliá anunciou o encerramento das operações de 15 de seus hotéis em Cuba. A decisão, comunicada à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários da Espanha (CNMV), impacta unidades como o Gran Hotel Bristol Habana Vieja, Meliá Buena Vista e Paradisus Varadero, entre outros. Todos os estabelecimentos encerrados pertencem ao Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), um conglomerado militar cubano que tem sido alvo de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos.
Sanções americanas e a crise energética
O endurecimento das medidas adotadas pelo governo do ex-presidente Donald Trump, especialmente em relação ao envio de petróleo da Venezuela para Cuba, é apontado como o principal motivador para a saída da Meliá. Essas sanções resultaram em cortes frequentes de energia elétrica na ilha e cancelamento de voos, levando a uma queda acentuada no fluxo de turistas. A Meliá, no entanto, continuará a gerenciar outros 19 hotéis em Cuba, cujas propriedades estão ligadas ao Ministério do Turismo cubano.
Outras redes hoteleiras seguem o mesmo caminho
A Meliá não é a única rede internacional a reduzir sua presença em Cuba. Recentemente, a rede espanhola Iberostar deixou de administrar 12 hotéis associados ao Gaesa, incluindo o Iberostar Grand Packard e o Iberostar Selection Ensenachos. A Iberostar mantém operações em seis hotéis pertencentes ao Ministério do Turismo. A rede canadense Blue Diamond também encerrou suas atividades turísticas no país. O cenário comum para essas decisões inclui os cortes de energia e a diminuição drástica do número de visitantes, reflexo das políticas americanas.
O contexto da crise cubana
Cuba já enfrenta sanções americanas há mais de seis décadas. No entanto, a crise econômica se intensificou após os Estados Unidos implementarem ações contra a Venezuela, impactando o fornecimento de petróleo que abastecia a ilha. Essa situação tem gerado prolongados períodos de racionamento de eletricidade, afetando o armazenamento de alimentos e medicamentos e contribuindo para o declínio do setor turístico.
Fonte: revistahoteis.com.br
