Projetos Cruciais para Salvar o Mar Morto Empacam e Especialistas Alertam para Risco de ‘Novo Mar de Aral’

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Retração Acelerada e Ameaça Existencial

O Mar Morto, um dos corpos d’água mais salinos do mundo e um ponto turístico renomado, está em processo de encolhimento alarmante. Nos últimos 50 anos, perdeu cerca de um terço de sua área, com o nível da água recuando aproximadamente 1,2 metro anualmente. A preocupação é que o Mar Morto siga o trágico destino do Mar de Aral, que desapareceu em grande parte devido à ação humana, transformando-se em um deserto salgado.

Causas Multifacetadas da Crise Hídrica

Diversos fatores contribuem para a diminuição drástica do Mar Morto. A construção de barragens e o desvio de água dos rios Jordão e Yarmouk por Israel, Síria e Jordânia para suprir as necessidades de irrigação e abastecimento populacional reduziram drasticamente o fluxo de água que alimenta o Mar Morto. Adicionalmente, a indústria de extração mineral bombeia grandes volumes de água da bacia norte para reservatórios, onde a evaporação intensa intensifica a perda hídrica. As mudanças climáticas, com secas cada vez mais severas e prolongadas, agravam ainda mais a situação.

Projetos de Resgate Paralisados

Diante da gravidade do cenário, projetos para reverter o declínio do Mar Morto foram propostos, incluindo um plano ambicioso para desviar cerca de 600 milhões de metros cúbicos de água do Mar Vermelho anualmente. Um memorando de entendimento para este projeto foi assinado em 2013 por Israel, a Autoridade Palestina e a Jordânia. No entanto, a iniciativa está estagnada devido aos custos proibitivos e à falta de cooperação regional efetiva, essencial para a viabilidade de tais empreendimentos transnacionais.

Comparação com o Desastre do Mar de Aral

O destino do Mar Morto evoca o dramático colapso do Mar de Aral, localizado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão. A partir da década de 1960, os rios que alimentavam o Mar de Aral foram desviados em larga escala para a irrigação de plantações de algodão, levando à perda de 90% de sua área original. A experiência do Mar de Aral serve como um alerta sombrio sobre as consequências da exploração insustentável de recursos hídricos e a dificuldade em reverter danos ambientais de grande magnitude.

Um Apelo Urgente por Ação

A empresa holandesa Green Earth, especializada em projetos de sustentabilidade, ressalta que o Mar Morto necessitaria de um aporte anual de 160 bilhões de galões de água para manter seu tamanho atual, recebendo atualmente apenas cerca de 10% desse volume. A empresa também alerta que, além da diminuição do nível da água, o solo ao redor do Mar Morto afunda cerca de 15 centímetros por ano, um fenômeno conhecido como subsidência, que agrava os danos às infraestruturas locais. A situação exige uma ação coordenada e urgente dos países da região para evitar um desastre ecológico irreversível.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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