Jovem cristão detido sob alegação de sabotagem
O regime cubano, liderado por Miguel Díaz-Canel, mantém detido o jovem Jonathan David Muir Burgos, de 16 anos, sob a acusação de sabotagem. A prisão, ocorrida em março, é vista como um indicativo da crescente repressão contra a liberdade religiosa na ilha, especialmente direcionada a líderes religiosos independentes e suas famílias.
Estratégia do regime para justificar prisões
Para contornar críticas internacionais sobre perseguição religiosa, o governo cubano tem recorrido a acusações alternativas. Cristãos e pastores são frequentemente enquadrados em crimes como desobediência civil, incitação à desordem ou violação de normas administrativas. No caso de Jonathan, a alegação de participação em protestos não foi acompanhada por evidências concretas, sugerindo uma tática para legitimar a detenção.
Família Muir: alvo de perseguição há mais de uma década
A família Muir, à qual Jonathan pertence, tem sido alvo de perseguição pelas autoridades cubanas por mais de dez anos. O pai de Jonathan é pastor da igreja independente Tiempo de Cosecha, que opera fora do controle estatal. Por não se submeterem à vigilância governamental, a família foi rotulada pela Segurança do Estado como ‘ideologicamente perigosa’, sofrendo com vandalismo e monitoramento constante.
Impacto da repressão nas comunidades religiosas
O clima de medo e represálias tem levado ao esvaziamento de comunidades religiosas em Cuba. Membros de igrejas temem perder seus empregos em órgãos estatais, sofrer multas ou serem expulsos de instituições de ensino. O regime também interfere em cultos e fecha templos domésticos sob o pretexto de falta de licenças, dificultando qualquer forma de organização religiosa que não se alinhe ao Partido Comunista.
Cuba: controle pessoal e intimidador, diferente da China
Diferentemente do modelo chinês, que utiliza alta tecnologia como reconhecimento facial e créditos sociais, o controle em Cuba se caracteriza por métodos mais pessoais e diretos. Uma rede de informantes, pressão psicológica e intimidação nos bairros são as ferramentas utilizadas. O objetivo comum, tanto em Cuba quanto na China, é eliminar qualquer autoridade moral ou espiritual que possa desafiar o poder do governo totalitário.
Relatórios apontam piora na liberdade religiosa
A situação da liberdade religiosa em Cuba tem se deteriorado significativamente. O país subiu da 26ª para a 24ª posição na Lista Mundial de Perseguição de 2026, que mapeia as nações que mais oprimem cristãos. Esse aumento reflete o endurecimento do regime após os protestos populares ocorridos em julho de 2021.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
