Presença estratégica no Caribe
O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) anunciou a chegada do grupo de ataque do porta-aviões nuclear USS Nimitz à região do Caribe. A embarcação, acompanhada pela Ala Aérea Embarcada 17, o destróier USS Gridley e o navio de reabastecimento USNS Patuxent, foi apresentada como um símbolo de “preparação e presença”, com “alcance e letalidade sem igual” e “vantagem estratégica”. O Southcom destacou a capacidade de combate demonstrada pelo navio em diversas regiões do mundo, ressaltando seu papel na garantia de estabilidade e defesa da democracia.
Operação Southern Seas e escalada de tensões
A passagem do USS Nimitz pela América do Sul e Caribe faz parte da operação Southern Seas 2026, que inclui a circunavegação do continente e paradas em países como Brasil, Chile, Panamá e Jamaica. Recentemente, o porta-aviões esteve no Rio de Janeiro. No entanto, sua chegada ao Caribe ocorre em um momento de acirramento nas relações entre Washington e Havana, com a maior escalada de tensões em décadas.
Pressão americana intensificada
As ações dos Estados Unidos contra Cuba aumentaram consideravelmente desde janeiro. O governo Donald Trump aplicou mais de 240 sanções, interceptou petroleiros com combustível destinado à ilha e ampliou restrições nos setores de energia, defesa, mineração e serviços financeiros. Nesta quarta-feira (20), o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações federais contra o ex-ditador cubano Raúl Castro relacionadas à derrubada de aeronaves da organização Irmãos ao Resgate em 1996. Trump declarou que os EUA “não tolerarão um Estado pária que abrigue operações militares, de inteligência e terroristas hostis a 90 milhas do território americano”.
Crise interna em Cuba agravada
As medidas de pressão americanas têm contribuído para agravar a crise interna em Cuba, que já resultou em diversos protestos recentes contra o regime. A chegada do porta-aviões nuclear ao Caribe, somada às novas sanções e acusações, sinaliza uma postura mais assertiva dos Estados Unidos em relação ao governo cubano.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
