Papa Leão XIV alerta contra decisões médicas sobre a vida de embriões
Em uma declaração contundente, o Papa Leão XIV alertou que nenhum médico deve ter o poder de decidir sobre a vida de um embrião, enfatizando a defesa da dignidade humana em todas as suas etapas. Durante um encontro com membros da Fundação Jérôme Lejeune em 22 de junho, o pontífice criticou os riscos de uma medicina que se submete a critérios técnicos ou utilitaristas, declarando firmemente: “A medicina nunca deve se tornar serva da morte programada!”.
Homenagem a Jérôme Lejeune e defesa da vida
O Papa expressou seu encorajamento ao trabalho da Fundação Jérôme Lejeune, dedicada à pesquisa e defesa da vida e da dignidade humana. A fundação, criada em 1995 em memória ao geneticista Jérôme Lejeune, pioneiro na descoberta da causa genética da trissomia 21 (Síndrome de Down), destina anualmente milhões de euros para pesquisas e mantém um biobanco em Paris. Leão XIV recordou a figura de Lejeune, cuja causa de beatificação avançou com o reconhecimento de suas virtudes heroicas pelo Papa Francisco em 2021.
O legado de um cientista e sua ética
O pontífice destacou a dedicação de Jérôme Lejeune à pesquisa científica e seu compromisso com crianças com deficiência, a quem chamava de “os mais pobres entre os pobres”. A descoberta de Lejeune sobre a anomalia cromossômica responsável pela Síndrome de Down, embora lhe trouxesse reconhecimento internacional, foi posteriormente utilizada pela indústria do aborto para identificar fetos com a condição. Lejeune rejeitou veementemente tal uso, denunciando o fenômeno como “racismo cromossômico”. O Papa ressaltou a vocação médica de Lejeune e sua máxima: “A medicina é o ódio à doença e o amor ao paciente”.
Ciência e ética: uma relação indissociável
Leão XIV alertou sobre o uso eticamente questionável dos avanços científicos, reiterando que a tecnologia não pode substituir a medicina nem ser dissociada de um marco ético. “O valor da pessoa humana não depende do que ela realiza ou produz”, afirmou o Papa, incentivando os presentes a serem “testemunhas comprometidas na sociedade, a serviço da busca constante do bem comum”. O pontífice concluiu expressando gratidão pelo trabalho da Fundação Lejeune e impartiu sua bênção apostólica a seus membros, famílias e pacientes.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
