Papa Leão XIV em Vigília de Oração: “Romper a Cadeia Demoníaca do Mal” e Apelo por Paz aos Líderes Mundiais

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Papa Leão XIV em Vigília de Oração: “Romper a Cadeia Demoníaca do Mal” e Apelo por Paz aos Líderes Mundiais

Em cerimônia na Basílica de São Pedro, pontífice critica quem usa o nome de Deus para justificar guerras e clama por diálogo em meio a conflitos globais.

“Delírio de Onipotência” e a Guerra

Em uma solene vigília de oração realizada na Basílica de São Pedro, em Roma, o Papa Leão XIV proferiu palavras contundentes contra a escalada da violência e a desumanidade que assolam o mundo. Durante a reza do terço, o pontífice alertou para um “delírio de onipotência que se torna cada vez mais imprevisível e agressivo à nossa volta”. Criticou veementemente aqueles que se valem do nome de Deus para legitimar conflitos armados, ressaltando que a oração, aliada a pensamentos, palavras e obras, é o caminho para romper a “cadeia demoníaca do mal”. O evento, convocado no Domingo de Páscoa, reuniu fiéis em um momento de reflexão e apelo pela paz.

Lembranças da História e a Urgência da Paz

O Papa Leão XIV fez uma conexão com o legado de São João Paulo II, lembrando sua experiência como jovem em meio à invasão nazista da Polônia e ao regime comunista. Citando o pontífice polonês de 2003, que ecoou o “Nunca mais a guerra” de Paulo VI, Leão XIV reforçou a responsabilidade intergeracional de buscar a paz a qualquer custo. Embora não tenha nomeado conflitos específicos durante a cerimônia, o Papa tem sido uma voz constante na denúncia das guerras na Ucrânia, na África e no Oriente Médio, incluindo os embates entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, e as tensões envolvendo o Hezbollah no Líbano, Irã e Estados Unidos.

Apelo aos Governantes: “Parai! É Tempo de Paz!”

Dirigindo-se diretamente aos líderes mundiais, o Papa Leão XIV lançou um apelo direto: “Parai! É tempo de paz! Sentai-vos às mesas do diálogo e da mediação, não às mesas onde se planeia o rearmamento e se deliberam ações de morte!”. Ele alertou que a escravidão da morte se instala quando o homem se afasta do “Deus vivo” para adorar a si mesmo e ao próprio poder como um “ídolo mudo, cego e surdo”. O contraste entre o orgulho dos adultos em seus atos de guerra e o sofrimento inocente das crianças foi um ponto crucial de sua reflexão. O Papa enfatizou a importância de ouvir a “verdade da inocência” contida nas cartas recebidas de crianças em zonas de conflito, revelando o “horror e a desumanidade” das ações adultas.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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