Os 12 Maiores Escândalos de Propaganda Enganosa na Indústria dos Jogos que Deixaram Milhões de Jogadores Furiosos

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A indústria dos jogos vive de encanto e grandes promessas, com expectativas elevadas para que uma experiência digital cumpra tudo aquilo que foi dito e mostrado. Contudo, essa magia nem sempre se traduz em uma aventura incrível, tornando-se, por vezes, uma grande mentira que deixa milhares (e até milhões) de jogadores amargurados com grandes franquias e produtoras. Veja 12 dos maiores casos de propaganda enganosa nos jogos, que passaram bem longe de honrar com as palavras que foram ditas.

Promessas Gráficas e Conteúdo Incompleto

12. Loot boxes em Star Wars Battlefront II

Após dividir a comunidade com Star Wars Battlefront (2015), a Electronic Arts jurou que consertaria a falta de conteúdo na sequência. Star Wars Battlefront II (2017) prometia ser recheado e sem DLCs pagos. No entanto, o sistema agressivo de loot boxes foi um desastre: alguns itens, como personagens, só podiam ser obtidos após 40 horas de grinding intenso ou gastos excessivos em microtransações. A situação saiu tanto do controle que a Disney precisou intervir.

11. Downgrade inexplicável

Já se deparou com um trailer maravilhoso para, no final, ter uma experiência bem diferente do prometido? Casos como Alien: Colonial Marines (2013) e Watch Dogs (2014) desapontaram o público com gráficos muito aquém do garantido nos trailers, além de diversos problemas de desempenho. Embora SEGA e Ubisoft tenham se redimido, esses foram exemplos marcantes de propaganda enganosa.

9. Fable passou longe do que foi prometido

O desenvolvedor Peter Molyneux era conhecido por prometer o impossível, mas em Fable (2004) ele foi além, garantindo um RPG vivo, dinâmico e com uma passagem de tempo similar ao mundo real. No fim, o título era linear e distante do simulador de vida declarado, onde sequer era possível “plantar uma semente e vê-la crescer” com o passar dos anos.

8. Multiplayer ilusório de No Man’s Sky

O estúdio independente Hello Games prometeu o universo (literalmente) com No Man’s Sky (2016), incluindo um multiplayer online. Os criadores alertavam sobre a dificuldade de encontrar jogadores, mas a realidade foi pior: no lançamento, dois streamers no mesmo planeta e coordenadas não conseguiam se ver. O jogo não tinha modo online, que chegou anos depois, mas a decepção inicial foi enorme.

Obrigatoriedades Inesperadas e Exclusivos Controvertidos

10. Foco no PlayStation 5? Não é bem assim

Antes do PS5 chegar em 2020, o então CEO da marca, Jim Ryan, prometeu que o console estaria repleto de exclusivos, evitando a abordagem “cross-gen”. Na prática, vimos mais do mesmo: Horizon Forbidden West (2022), God of War Ragnarök (2023), Marvel’s Spider-Man: Miles Morales (2020), Gran Turismo 7 (2022) e outros foram disponibilizados tanto para PS5 quanto para PS4, fazendo muitos se sentirem traídos por “correr” para comprar o console mais recente.

7. SimCity não funciona offline

Quando a EA retomou SimCity (2013), a obrigatoriedade de conexão constante gerou curiosidade. A produtora alegou que era devido à “complexidade” da simulação, que seria impossível offline. A propaganda enganosa caiu no dia do lançamento, quando os servidores caíram. Modders provaram que o título rodava perfeitamente sem conexão, descobrindo que a exigência era para o sistema antipirataria (DRM).

6. Zelda exclusivo no Wii U não existiu

Toda geração Nintendo recebia um grande The Legend of Zelda. Quando The Legend of Zelda: Breath of the Wild (2017) foi anunciado em 2014, era para mostrar a força do Wii U. Após adiamentos, ele virou o maior atrativo do Switch, console híbrido lançado em seguida. Embora a Nintendo tenha liberado a aventura no Wii U, muitos que compraram o console apenas pela expectativa de ter o jogo exclusivo ali se sentiram traídos.

3. Kinect obrigatório

Na chegada do Xbox One em 2013, o preço elevado era justificado pela obrigatoriedade do Kinect, seu sensor de movimentos. A Microsoft afirmava que ele era essencial. Com vendas em queda, a companhia atualizou o sistema para não exigir mais o acessório e o tirou das caixas, reduzindo o preço. O desuso do Kinect veio logo depois, deixando muitos compradores do periférico com um “peso de papel”.

Lançamentos Desastrosos e Enganos Fiscais

5. Modo história (PvE) em Overwatch 2

Após o sucesso de Overwatch (2016), a Blizzard prometeu Overwatch 2 (2023) com um PvE cooperativo robusto e uma história inédita. Contínuos atrasos e adiamentos forçaram o cancelamento desta modalidade, o que foi um choque para o público. No fim, a produtora parecia querer apenas mudar o modelo de monetização (para Passes de Temporada) e reduzir o número de jogadores em partidas.

4. Cyberpunk 2077 no PS4 e Xbox One

A CD Projekt Red prometeu o mundo em Cyberpunk 2077 (2020), garantindo que rodaria perfeitamente no PS4 e Xbox One, mesmo com a nova geração já presente. Porém, os reviews foram enviados apenas para as versões de PC. No lançamento, o título estava injogável nos consoles de 2013, gerando diversas ações de proteção ao consumidor. A Sony, por exemplo, o removeu das lojas digitais e ofereceu reembolso.

2. Fallout 76 e sua famosa “bolsa de lona”

A Bethesda também tem sua cota de propaganda enganosa com Fallout 76 (2018). A Edição de Colecionador prometia uma bolsa de lona resistente e temática militar. Na prática, apenas influenciadores e pessoas selecionadas ganharam esse item. Quem comprou por US$ 200 recebeu uma sacola de nylon que mais parecia um saco de lixo. A companhia tentou alegar “escassez de materiais”, mas a desculpa não colou.

A Ironia da Indústria: Lições Aprendidas?

1. PlayStation: “como você empresta e compartilha jogos?”

Quando o Xbox One foi anunciado em 2013 com restrições online e jogos “presos” ao sistema, a Sony Interactive Entertainment brincou com a situação, gravando um vídeo bem-humorado mostrando como era fácil emprestar e compartilhar jogos no PS4. A ironia é que hoje, com a digitalização, a PS Store impede o empréstimo e compartilhamento de títulos, configurando uma reviravolta e uma total propaganda enganosa.

Ainda que esta seleção traga 12 promessas descumpridas, existem muitas outras histórias – como Silent Hills com Hideo Kojima, uma nova era para Final Fantasy com “Versus XIII”, a falsa campanha de Halo 5: Guardians e vários outros. Para não cair em propaganda enganosa, é fundamental que nunca se coloque a mão no fogo por declarações e promessas. Seja um trailer, uma mensagem nas redes sociais ou o que for: só há garantia de algo certo quando ele já está disponível e testado. Mantenha o ceticismo para evitar os maiores golpes na indústria dos jogos.

Fonte: canaltech.com.br

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