Oposição de centro-esquerda sueca à frente em eleições apertadas; extrema direita perde força nas projeções

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Projeções indicam disputa acirrada na Suécia

As eleições legislativas na Suécia caminham para um resultado apertado, com as projeções iniciais indicando uma leve vantagem para a oposição de centro-esquerda. A coalizão liderada pela ex-primeira-ministra Magdalena Andersson obteve cerca de 51,3% dos votos em levantamentos divulgados pelas emissoras públicas SVT e TV4, contra aproximadamente 46,8% a 47% do bloco de direita.

Extrema direita enfrenta retrocesso inesperado

A principal surpresa da eleição é o desempenho dos Democratas da Suécia (SD), partido de extrema direita. Pela primeira vez desde que ingressou no Parlamento em 2010, a legenda pode registrar uma queda em seu número de cadeiras e deixar de ser a segunda maior força política do país. Com quase 90% dos votos apurados, o SD apresentava 17,6% dos votos, abaixo dos 20,5% obtidos em 2022. Uma deputada do partido admitiu a decepção com o resultado parcial, mas ressaltou que a apuração ainda não está finalizada.

Magdalena Andersson celebra possível retorno ao poder

Na sede eleitoral da candidata social-democrata Magdalena Andersson, as estimativas preliminares foram recebidas com comemoração. Os quatro partidos de oposição liderados por Andersson apresentavam, segundo as projeções, uma vantagem de uma cadeira no Parlamento: 175 assentos contra 174 da aliança de direita do atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson. “Por enquanto, estamos na frente. E, se isso for confirmado, a Suécia terá um novo governo”, declarou Andersson aos seus apoiadores.

Polarização e promessas de campanha

A disputa eleitoral foi marcada por uma polarização entre a centro-esquerda, que promete reforçar o Estado de bem-estar social e auxiliar famílias a lidar com o aumento do custo de vida, e a direita, que busca um novo mandato para “tornar a Suécia grande novamente”, em referência ao slogan de Donald Trump. A extrema direita, que transformou os Democratas da Suécia em uma força política relevante, focou sua campanha em discursos de segurança e identidade nacional. Ativistas climáticas, como Greta Thunberg, pediram o voto contra a formação de alianças com a extrema direita.

Participação eleitoral e cenário político

Cerca de 8 milhões de suecos estavam aptos a votar em um país de 10,6 milhões de habitantes, onde a participação eleitoral historicamente supera os 80%. O resultado final definirá os rumos políticos da Suécia nos próximos anos, em um cenário de grande equilíbrio entre os blocos.

Fonte: g1.globo.com

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