Radares Chineses Falham em Detectar Incursões Aéreas nos EUA
Recentes operações militares conduzidas pelos Estados Unidos na Venezuela e no Irã revelaram fragilidades significativas nos sistemas de defesa aérea fornecidos pela China a esses países. O desempenho insatisfatório desses equipamentos levanta questionamentos sobre a eficácia do arsenal militar promovido por Pequim no cenário global.
Na Venezuela, o regime de Nicolás Maduro possuía um robusto sistema antiaéreo, composto por aquisições de longa data de armamentos russos e chineses. Entre 2010 e 2020, a China se consolidou como o segundo maior fornecedor de armas para Caracas, representando 16,4% das compras militares do país, atrás apenas da Rússia. Dentre os equipamentos fornecidos estavam os radares JYL-1, JY-11 e JY-27A, que falharam durante a operação americana que resultou na captura de Maduro. O radar JY-27A, comercializado pela China como uma tecnologia “antifurtividade” capaz de detectar aeronaves de quinta geração, não detectou mais de 150 aeronaves americanas que participaram da incursão. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, confirmou que os EUA empregaram guerra cibernética e espacial para neutralizar os sistemas de defesa venezuelanos, incluindo os de origem chinesa, abrindo um corredor de acesso a Caracas sem detecção.
Irã: Colapso Similar em Defesa Aérea Chinesa
O Irã, outro cliente importante da indústria bélica chinesa devido às sanções ocidentais, também enfrentou falhas em seus sistemas de defesa. Após ataques de EUA e Israel em julho de 2025, fontes da inteligência árabe indicaram que o Irã havia recebido baterias do míssil chinês HQ-9B em uma transação de petróleo por armamento. Integrado a uma defesa em camadas com sistemas russos e iranianos, o armamento chinês, na prática, não conseguiu detectar nem impedir os ataques coordenados em 28 de fevereiro, que atingiram mais de 20 províncias iranianas, destruindo instalações militares estratégicas e vitais para o regime.
Paquistão e Dúvidas Globais Sobre Equipamentos Chineses
O Paquistão, que importa cerca de 80% de seu material militar da China, também experimentou falhas. Durante a Operação Sindoor em maio de 2025, radares YLC-8E e baterias antiaéreas HQ-9, fornecidos pela China, não impediram a ofensiva da Índia. Relatos da imprensa indiana indicam que mísseis de cruzeiro BrahMos atingiram bases protegidas por esses equipamentos chineses sem resistência efetiva. A primeira utilização em combate das baterias HQ-9 chinesas, segundo a Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China, não demonstrou a capacidade esperada. “Qualquer país do mundo que possua equipamentos de defesa chineses está agora revisando suas defesas aéreas e se perguntando quão seguro realmente está”, afirmou Michael Sobolik, pesquisador sênior do Hudson Institute.
Credibilidade Militar Chinesa Abalada
A distância entre a propaganda militar chinesa e o desempenho real de seus equipamentos em cenários de conflito ficou evidente. O diplomata Arturo McFields, em artigo publicado no jornal The Hill, descreveu os radares JY-27A como “cegos, surdos e mudos no combate real”, apesar de impressionarem em desfiles militares. A China, que é o quinto maior exportador mundial de armas, vê sua credibilidade como fornecedora de tecnologia militar abalada por esses episódios. Pequim, por sua vez, tem se esquivado de responder diretamente sobre a eficácia de seus equipamentos, limitando-se a condenar as ações americanas como violações de soberania.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
