A OpenAI, empresa por trás do aclamado ChatGPT, estaria expandindo seus horizontes para o mercado de hardware. Rumores recentes, divulgados pela Bloomberg através do colunista Mark Gurman, apontam para o desenvolvimento de um dispositivo que muitos já apelidam de ‘Alexa do ChatGPT’. Este aparelho, que funcionaria como um alto-falante inteligente, promete ir além das caixas de som convencionais, incorporando bateria recarregável e componentes capazes de se mover sozinhos, permitindo ser levado para qualquer cômodo da casa.
Um assistente ‘vivo’ e proativo
Para se diferenciar no saturado mercado de assistentes virtuais, a aposta da OpenAI é criar uma sensação de que o dispositivo está ‘vivo’. Além de responder a comandos de voz, o aparelho reagiria fisicamente às instruções, adicionando uma camada de imersão. Equipado com câmeras e sensores, ele seria capaz de mapear o ambiente e contextualizar as interações, aprendendo continuamente com o histórico de uso para oferecer respostas e ações cada vez mais personalizadas e proativas, funcionando como um verdadeiro companheiro virtual.
O poder do GPT-Live na palma da mão
A inteligência por trás dessa experiência inovadora seria alimentada pelo GPT-Live, a tecnologia responsável pelo modo de voz avançado do ChatGPT. Esse sistema permitiria ao aparelho processar informações rapidamente, mantendo conversas fluidas e naturais. Para concretizar essa visão, a OpenAI não poupou investimentos, desembolsando US$ 6,5 bilhões em 2025 para adquirir a io, uma startup cofundada por Jony Ive, ex-designer renomado da Apple, que agora lidera o projeto junto a outros veteranos da indústria de hardware.
Cronograma e o entrave judicial da Apple
O dispositivo já estaria nas fases finais de desenvolvimento, com a OpenAI planejando uma revelação oficial ainda em 2026 e a chegada às lojas prevista para 2027. Contudo, esse cronograma pode enfrentar atrasos significativos. A Apple iniciou uma disputa judicial contra a OpenAI, acusando a empresa de Sam Altman de uso indevido de segredos comerciais relacionados ao desenvolvimento do iPhone. A ação cita o envolvimento de ex-funcionários da Apple que hoje trabalham na OpenAI, alegando que mais de 400 deles teriam acesso a informações confidenciais, reforçando os indícios de roubo de propriedade intelectual.
Enquanto o futuro da ‘Alexa’ da OpenAI permanece incerto devido ao embate legal, a expectativa é alta para ver como a empresa de IA conseguirá inovar no mercado de hardware, desafiando gigantes e redefinindo a interação humana com a inteligência artificial.
Fonte: canaltech.com.br
