ONU Declara Tráfico de Escravizados Africanos ‘O Crime Mais Grave Contra a Humanidade’ e Exige Reparações

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Resolução Histórica na ONU

Em uma decisão de grande impacto histórico, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que classifica o tráfico de africanos escravizados como o crime mais grave contra a humanidade. A proposta, apresentada por Gana, recebeu o apoio de 123 dos 193 países membros, incluindo o Brasil, em uma votação realizada na última quarta-feira (25).

A resolução reconhece o sequestro e o transporte forçado de aproximadamente 12,5 milhões de africanos para as Américas ao longo de quatro séculos. O Brasil figura como o maior destino desse tráfico desumano, tendo recebido quase 5 milhões de pessoas escravizadas. A decisão da ONU agora impulsiona a discussão sobre a necessidade de reparações históricas.

Análise da Decisão e Impacto

Para debater o alcance da resolução – se ela representa um marco simbólico ou um passo concreto para a justiça –, o podcast ‘O Assunto’ entrevista Ynaê Lopes dos Santos, doutora em história pela USP e professora de História da América da Universidade Federal Fluminense. Especialista na história da escravidão, Ynaê detalha as três fases cruciais da organização econômica desse crime: a captura na África, o trajeto nos navios negreiros e o trabalho forçado nas Américas.

A historiadora também aborda as violências extremas sofridas pelas pessoas escravizadas e aponta caminhos para a reparação histórica deste que foi o mais grave crime contra a humanidade.

Votação e Reações Internacionais

A aprovação da resolução contou com 52 abstenções, incluindo o Reino Unido e todos os membros da União Europeia. Apenas três países votaram contra: Argentina, Estados Unidos e Israel. A posição dos Estados Unidos, em particular, gerou questionamentos, dado o histórico do país em relação à escravidão.

O Podcast ‘O Assunto’

‘O Assunto’, o podcast diário do g1, produzido por Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco e Juliene Moretti, com colaborações de Nayara Felizardo e Rafaela Zem, e apresentação de Natuza Nery, aprofunda este tema crucial. Disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube, o podcast já soma mais de 168 milhões de downloads e mais de 14,2 milhões de visualizações no YouTube desde sua estreia em agosto de 2019.

Fonte: g1.globo.com

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