ONU adia votação sobre uso de força para reabrir Estreito de Ormuz; China se opõe

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Votação postergada

O Conselho de Segurança das Nações Unidas adiou para a próxima semana a votação de uma resolução proposta pelo Bahrein, que visa autorizar o uso de “todos os meios defensivos necessários” para garantir a navegação comercial no Estreito de Ormuz. A decisão de adiar a votação, inicialmente prevista para sexta-feira (3) e depois remarcada para sábado (4), ocorreu após a quebra do procedimento de silêncio por parte da China, França e Rússia, indicando objeções ao texto.

Oposição da China

A China, membro permanente do Conselho de Segurança com poder de veto, manifestou clara oposição à autorização do uso da força. O enviado chinês à ONU, Fu Cong, reiterou essa posição durante uma reunião do Conselho na quinta-feira (2), argumentando contra a permissão de ações militares. Essa oposição representa um obstáculo significativo para a aprovação da resolução.

Esforços diplomáticos e o conflito no Golfo

O Bahrein, atual presidente do Conselho de Segurança, buscou suprir as objeções internacionais, inclusive retirando uma referência explícita à aplicação obrigatória da resolução. A iniciativa é apoiada por outros países árabes do Golfo e pelos Estados Unidos. A resolução surge em meio à escalada de tensões no Golfo, que já elevou os preços do petróleo e impactou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma via estratégica crucial para o comércio global de petróleo.

Detalhes da resolução e próximos passos

O esboço finalizado da resolução autoriza as medidas de proteção da navegação por um período mínimo de seis meses, ou até que o Conselho decida de outra forma. Apesar dos esforços para alcançar um consenso, a divergência sobre o uso da força, liderada pela China, mantém o futuro da resolução incerto. A expectativa é que novas negociações ocorram nos próximos dias para tentar superar as resistências e viabilizar uma votação.

Fonte: jovempan.com.br

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