O Fracasso Injusto: 5 Consoles de Videogame que Tinham Jogos Incríveis, mas Não Conquistaram o Mercado

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A história dos videogames é repleta de altos e baixos, de sucessos estrondosos e fracassos retumbantes. No entanto, nem sempre um console que não vendeu bem significa que ele não tinha uma biblioteca de jogos de alta qualidade. Pelo contrário, alguns dos videogames mais memoráveis e inovadores foram lançados em plataformas que, por uma série de razões alheias à qualidade de seus títulos, acabaram caindo no esquecimento comercial.

Estúdios de renome e desenvolvedores talentosos investiram o melhor de si para criar experiências inesquecíveis, mas a dura realidade do mercado, as tendências de consumo e a feroz concorrência podem ser implacáveis. Para celebrar esses “gigantes esquecidos” que deixaram um legado de jogos brilhantes, o Canaltech destaca cinco consoles que mereciam mais reconhecimento.

5 Consoles que Fracassaram Apesar de Terem Jogos Lendários

Turbografx-16: O Pioneiro Encurralado

Lançado no final dos anos 1980, o Turbografx-16 teve a infelicidade de competir diretamente com titãs como o Super Nintendo e o Mega Drive. Apesar do seu fracasso comercial, a plataforma foi o berço de excelentes games. Foi nele que a versão “moderna” de Bomberman ganhou forma, introduzindo o multiplayer para até cinco jogadores com o acessório Multitap. Além disso, títulos como Bonk, Ninja Spirit e Soldier Blade brilharam, e o aclamado Castlevania: Rondo of Blood, base para o futuro Symphony of the Night, foi por um tempo exclusivo do console.

Dreamcast: A Última Cartada da SEGA

O Dreamcast foi a tentativa final da SEGA de permanecer no mercado de hardware doméstico. Lançado em uma era dominada pelo PlayStation 2 e com a iminente chegada do GameCube e do Xbox, o console lutou bravamente. Sua biblioteca de jogos era riquíssima, com clássicos como Shenmue, Jet Set Radio, SoulCalibur, Phantasy Star Online e Sonic Adventure. No entanto, a estabilidade da Nintendo, a ascensão imparável da Sony e a entrada da Microsoft no mercado tornaram a disputa insustentável, levando a SEGA a focar exclusivamente na produção de jogos, um legado que perdura até hoje.

PS Vita: Inovação que Não Deu Certo

Após o sucesso do PSP, a Sony apostou alto no PS Vita, um portátil que prometia revolucionar a jogabilidade móvel. Com uma tela touch inovadora e a capacidade de jogar remotamente seu PS4 (um precursor do PS Portal), o Vita tinha um potencial enorme. Seus jogos incluíam pérolas como Gravity Rush, Uncharted: Golden Abyss, God of War Collection, Dragon’s Crown e Hotline Miami. Contudo, decisões executivas equivocadas, a forte concorrência do Nintendo 3DS e a explosão dos smartphones com jogos casuais acabaram minando seu sucesso, transformando-o em um console cult.

SEGA Saturn: A Luta Desigual Contra o PlayStation

Antes do Dreamcast, o SEGA Saturn já havia enfrentado uma batalha ainda mais árdua contra o Nintendo 64 e, principalmente, contra o recém-chegado PlayStation, que dominou o mercado com uma velocidade impressionante. Apesar das dificuldades, o Saturn foi o lar de franquias icônicas como Panzer Dragoon, NiGHTS, SEGA Rally Championship e Virtua Fighter 2. A SEGA tentou replicar o sucesso do Mega Drive, mas o Saturn marcou o início do fim para a empresa no segmento de consoles, preparando o terreno para sua eventual saída.

Nintendo Wii U: Um Conceito Mal Compreendido

A Nintendo é conhecida por sua genialidade e, às vezes, por seus erros. O Wii U se encaixa na segunda categoria. Sua proposta de duas telas e o GamePad não foram bem recebidos pela indústria e pelos consumidores, resultando em baixas vendas e desinteresse geral. Contudo, a qualidade de seus jogos era inegável. Títulos como The Legend of Zelda: Breath of the Wild (originalmente concebido para ele), Mario Kart 8 (o mais vendido de seu sucessor, o Switch), Super Mario 3D World, Donkey Kong Country: Tropical Freeze, Pokkén Tournament e Captain Toad: Treasure Tracker nasceram no Wii U e muitos migraram para o Switch, provando sua excelência.

Mesmo com uma biblioteca de jogos de altíssimo nível, esses consoles não conseguiram sustentar seu sucesso comercial. O mercado de videogames é complexo, e fatores como marketing, timing de lançamento, preço e a força da concorrência frequentemente se sobrepõem à qualidade intrínseca dos títulos. É uma prova de que, por mais lendários que sejam jogos como The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Shenmue ou Gravity Rush, a dinâmica do mercado pode ser um adversário implacável.

Fonte: canaltech.com.br

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