O Computador da Apollo 11 Era Menos Potente que um Nintendinho? A Surpreendente Tecnologia que Levou o Homem à Lua

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A afirmação de que o computador de bordo da Apollo 11, a espaçonave que levou os primeiros humanos à Lua, tinha menos capacidade de processamento que uma calculadora comum ou até mesmo um videogame antigo é um fato que frequentemente surpreende. Mas qual era, de fato, o verdadeiro poder de cálculo do Apollo Guidance Computer (AGC)?

A tecnologia evoluiu exponencialmente desde os anos 1960. Em 2025, celebrou-se o 60º aniversário da Lei de Moore, que prevê que o poder de processamento dos computadores dobraria a cada 18 meses. Essa lei ajuda a dimensionar a gigantesca evolução que a computação experimentou.

O poder de processamento do Apollo Guidance Computer (AGC)

Para colocar em perspectiva, o AGC, desenvolvido nos anos 1960, operava com 2 MHz dedicados ao processamento central e possuía apenas 4 KB de memória RAM. Comparativamente, o Nintendo Entertainment System (NES), conhecido como Nintendinho, lançado em 1983, apresentava 1,8 MHz de processamento e 2 KB de RAM. Isso significa que apenas dois Nintendinhos já superavam, ainda que levemente, a capacidade do computador que guiou a Apollo 11 ao espaço e de volta.

Como o AGC se compara a outras máquinas?

Avançando um pouco mais no tempo, o PlayStation 1, de 1994, já operava com uma CPU R3000 de 32 bits e processamento a 33 MHz, além de 2 MB de memória RAM. Em termos de processamento, o PS1 era 16,5 vezes mais potente que o AGC, e sua memória RAM era 512 vezes maior.

Atualmente, a diferença é ainda mais gritante. Smartphones modernos são milhões de vezes mais potentes. Um iPhone 17 Pro, por exemplo, pode carregar 12 GB de RAM, o que representa mais de 3 milhões de vezes a memória do AGC. Já um Samsung Galaxy S25, com seus 4,47 GHz de processamento, é aproximadamente duas mil vezes mais potente que o computador lunar.

Miniaturização e função específica

Além da capacidade de processamento, o tamanho e peso do AGC também revelam a evolução tecnológica. O computador de bordo da Apollo 11 pesava 32 kg e tinha o tamanho de um gabinete de PC moderno. A miniaturização dos chips e da tecnologia como um todo é outro avanço notável que ultrapassou em muito o AGC.

É crucial notar, no entanto, que o AGC foi projetado para uma função muito específica: calcular trajetórias espaciais e enviar dados de telemetria para a Terra. E nada mais que isso. Apesar de sua aparente simplicidade comparada aos padrões atuais, foi mais do que suficiente para realizar uma das maiores façanhas da história da humanidade, escrevendo seu nome na história da exploração espacial.

Fonte: canaltech.com.br

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