NVIDIA Confirma DLSS 5 para Placas RTX 40, Mas Otimização e Lançamento para Modelos Antigos Podem Levar Meses em Meio a Polêmicas de Performance

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A NVIDIA trouxe uma notícia que pode acalmar muitos de seus usuários: o aguardado DLSS 5 não será exclusivo das recém-lançadas placas de vídeo GeForce RTX 50. Um representante da empresa confirmou, em fórum oficial na última quinta-feira (3 de setembro de 2026), que a ferramenta de upscaling também está nos planos para chegar às GPUs da linha GeForce RTX 40. Contudo, a boa notícia vem acompanhada de ressalvas importantes sobre prazos e o estado atual da tecnologia.

O funcionário da fabricante afirmou que a equipe de desenvolvimento continua a aprimorar o software, que se encontra em um patamar superior ao que foi demonstrado no início de 2026. No entanto, ainda não há uma data oficial para a implementação do DLSS 5 em hardwares mais antigos. A expectativa é que os usuários da série RTX 40 precisem ter paciência, com a versão para suas placas possivelmente chegando apenas no final do ano, na hipótese mais otimista, ou até em 2027.

A Promessa da NVIDIA e a Longa Espera

A experiência com a versão inicial do DLSS 5, que levou um semestre para ser lançada ao público junto com o jogo NBA 2K27, sugere que a espera pode ser considerável. Embora a equipe de desenvolvimento esteja mais experiente, a complexidade da tecnologia e a possibilidade de erros ou problemas podem forçar um retorno ao foco nas RTX 50, atrasando ainda mais a chegada para as linhas anteriores.

A confirmação de que o DLSS 5 não ficará restrito à nova geração é um alívio para muitos, mas a NVIDIA precisa lidar com a otimização de forma a garantir que o recurso funcione bem em diferentes arquiteturas, especialmente considerando os desafios atuais.

Desempenho Atual e Requisitos Exigentes

Um dos pontos mais críticos do DLSS 5 em seu estado atual é o impacto na performance. Testes iniciais indicam que a tecnologia pode comprometer o desempenho de PCs e notebooks, com quedas de até 60%. Isso sugere que ainda há um longo caminho para a otimização que satisfaça tanto a NVIDIA quanto os jogadores com as placas mais modernas.

Além disso, a companhia parece mirar no segmento high-end do mercado. As demonstrações e testes iniciais foram realizados com processadores de ponta, como o AMD Ryzen 9 9800X3D, e 64 GB de memória RAM, componentes que atualmente têm um custo elevado, equiparável ao de uma motocicleta seminova no Brasil. Essa exigência de hardware levanta questões sobre a acessibilidade do DLSS 5 para uma base mais ampla de jogadores.

A Polêmica do DLSS 5 Persiste

A NVIDIA está empenhada em mitigar os danos à reputação de seu mais novo upscaling. Desde sua apresentação, que dividiu opiniões, causou comoção em estúdios e gerou muitas dúvidas entre os usuários, a tecnologia tem sido alvo de controvérsias. Um vazamento recente, que permitiu a usuários testarem a ferramenta em GPUs das séries RTX 40, 30 e até 20, inundou a internet com imagens, criando confusão sobre o que é suporte oficial e o que são experimentos domésticos.

A situação se agravou com críticas contundentes, como a dos criadores do emulador de PS3, que chegaram a chamar o novo DLSS 5 de "Lixo de IA", evidenciando o ceticismo de parte da comunidade tecnológica em relação à sua eficácia e implementação.

Como o DLSS 5 Tenta Transformar os Gráficos

Apesar das polêmicas, as mudanças que o DLSS 5 traz para os gráficos são perceptíveis, especialmente em sua aplicação oficial em NBA 2K27. O recurso de 3D-Guided Neural Rendering opera em pixels já renderizados, em vez de criá-los do zero. Sua função é calcular como a luz impacta o ambiente digital, detalhando aspectos como roupas, pele e outros elementos, buscando um realismo aprimorado.

No entanto, a tecnologia ainda não opera da forma como foi inicialmente acusada em alguns círculos. Por ser compatível, por enquanto, apenas com o novo título de basquete da 2K Games, resta observar como o DLSS 5 atuará em experiências de diferentes gêneros e escalas, como em um vasto mundo aberto, e se as promessas de otimização se concretizarão para uma base mais ampla de hardware.

Fonte: canaltech.com.br

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