Netanyahu ordena negociações com Líbano para desarmar Hezbollah e buscar paz após escalada de tensões

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Israel inicia diálogo para desarmamento do Hezbollah

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira (9) a instrução para que seu gabinete inicie o mais breve possível negociações diretas com o Líbano. O principal objetivo declarado é o desarmamento do Hezbollah, grupo islâmico apoiado pelo Irã, e o estabelecimento de relações pacíficas entre os dois países, que tecnicamente estão em guerra desde 1948.

Contexto de tensões e anúncios de paz

A decisão de Netanyahu surge após repetidos pedidos do Líbano para o início de negociações diretas e em resposta ao anúncio de Beirute de proibir armas pertencentes a grupos não estatais em seu território. Esta medida libanesa foi tomada após ataques aéreos israelenses contra alvos do Hezbollah. Segundo informações, as negociações pelo lado israelense seriam lideradas pelo embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter. Um funcionário libanês, contudo, informou que Beirute não comentaria o assunto.

Ataques persistem e preocupação internacional

Em um vídeo divulgado posteriormente, Netanyahu afirmou que os ataques israelenses ao Líbano continuam “com toda a força” e que persistirão até que a segurança de seus cidadãos no norte seja restaurada. A ofensiva israelense no Líbano intensificou-se após o Hezbollah entrar na guerra em 2 de março, seguindo a ofensiva israelense-americana contra o Irã, que culminou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. A comunidade internacional acompanha com apreensão a continuidade dos ataques aéreos israelenses, temendo que isso possa comprometer o frágil equilíbrio alcançado após um novo acordo de cessar-fogo assinado na quarta-feira (8) entre o Irã e os Estados Unidos, embora Israel reitere que tal acordo não se aplica ao Líbano.

Histórico de conflitos e acordos de paz

O Hezbollah ingressou no conflito em 2 de março, após uma ofensiva israelense-americana contra o Irã. Em resposta, Israel lançou uma ampla campanha de ataques aéreos em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre no sul do país. Em 9 de março, o presidente libanês, Josef Aoun, propôs uma “trégua completa” com Israel e se mostrou favorável a negociações diretas sob mediação internacional. Um cessar-fogo assinado em novembro de 2024, após o conflito de 2023, previa o desarmamento do grupo xiita e a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano. Beirute havia se comprometido a desarmar o Hezbollah, que é o único grupo a manter suas armas após o fim da Guerra Civil Libanesa (1975-1990).

Fonte: jovempan.com.br

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