Nelson ‘Pipino’ Cuevas: O Atacante que Superou Lendas e se Tornou o Maior Artilheiro do Paraguai em Copas do Mundo, Mesmo Vindo do Banco

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A história do futebol paraguaio em Copas do Mundo guarda um recorde inusitado no topo da lista de artilheiros. Apenas um jogador na história do país sul-americano conseguiu ultrapassar a marca de dois gols disputando a principal competição da FIFA: o ex-atacante Nelson Cuevas, carinhosamente apelidado de “Pipino”. Com três gols marcados, Cuevas reina isolado, desafiando a nova geração a alcançar ou superar sua marca.

Nelson Cuevas: O Artilheiro Inesperado da Albirroja

Nelson Cuevas consolidou sua posição como o maior goleador do Paraguai em Copas, anotando seus três tentos nas edições de 2002 (Coreia do Sul e Japão) e 2006 (Alemanha). O feito de “Pipino” é ainda mais notável considerando que ele era frequentemente acionado na etapa final das partidas, atuando como um verdadeiro talismã para a Albirroja.

Na Copa de 2002, o Paraguai precisava de uma vitória por pelo menos dois gols de diferença sobre a Eslovênia na última rodada da fase de grupos para avançar às oitavas de final. Cuevas entrou em campo no segundo tempo e marcou dois gols cruciais, garantindo a heroica vitória por 3 a 1. Quatro anos depois, na Alemanha em 2006, o atacante voltou a brilhar ao anotar o gol derradeiro na vitória por 2 a 0 sobre Trinidad e Tobago, fechando sua conta pessoal em Mundiais.

O Pelotão de Elite com Dois Gols Marcados

Abaixo do topo isolado de Nelson Cuevas, existe um empate sêxtuplo na segunda posição. Diversos craques históricos da equipe paraguaia conseguiram balançar as redes duas vezes no torneio da FIFA, incluindo grandes destaques das campanhas de 1958 e 1986. Veja o ranking:

  1. Nelson Cuevas (3 gols): Líder isolado, com tentos decisivos como reserva em 2002 e 2006.
  2. Roberto Cabañas (2 gols): Marcou seus dois gols na Copa do México, em 1986, com destaque no empate contra a Bélgica.
  3. Julio César Romero “Romerito” (2 gols): Ídolo no Brasil, o meia ofensivo castigou as defesas do Iraque e do México, também em 1986.
  4. Florencio Amarilla (2 gols): Disputou o Mundial de 1958 na Suécia, firmando-se como um dos principais destaques ofensivos.
  5. Jorge Lino Romero (2 gols): Companheiro de ataque de Amarilla em 1958, também anotou dois tentos em um grupo forte com França e Iugoslávia.
  6. José Parodi (2 gols): Outro integrante da clássica geração de 1958 que deixou sua assinatura em dose dupla nos gramados europeus.
  7. Juan Bautista Agüero (2 gols): Fechando o quarteto histórico de 1958, confirmou a força do ataque da época.

Importante notar que dezenas de atletas consagrados, como os defensores Celso Ayala e Francisco Arce, e os atacantes Roque Santa Cruz e José Cardozo, possuem apenas um gol marcado na história dos Mundiais.

O Desafio da Nova Geração Paraguaia

A seleção paraguaia ficou de fora das edições mais recentes da Copa, após registrar sua melhor campanha na África do Sul, em 2010 (alcançando as quartas de final). Agora, com o planejamento focado nas eliminatórias sul-americanas, a responsabilidade de buscar novos recordes recai sobre o elenco montado pelo técnico Gustavo Alfaro.

Jovens talentos que atuam no futebol europeu, como Julio Enciso e Diego Gómez, somados a peças experientes como Miguel Almirón, assumem o grande desafio de recolocar o Paraguai no maior palco do futebol. Caso o país confirme o retorno ao torneio, esses atletas terão a chance inédita de alcançar ou até mesmo quebrar a marca histórica de Nelson Cuevas.

O fato de a coroa de artilheiro máximo pertencer a um jogador que fez história saindo do banco de reservas reforça a imprevisibilidade do torneio da FIFA. Enquanto um novo goleador não desponta, o recorde do lendário “Pipino” segue intacto nos anais do esporte sul-americano.

Fonte: jovempan.com.br

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