Faleceu nesta sexta-feira (17) Oscar Schmidt, o aclamado ‘Mão Santa’, aos 68 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do ex-atleta, que é amplamente reconhecido como o maior jogador de basquete da história do Brasil e um dos maiores do mundo. A causa da morte não foi detalhada, mas a Prefeitura de Santana de Parnaíba informou que ele chegou sem vida ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), vítima de uma parada cardiorrespiratória.
A despedida do ícone do basquete será reservada e restrita aos familiares, conforme nota divulgada pela família.
A Luta Contra a Doença e Recente Homenagem
Oscar Schmidt foi diagnosticado com câncer no cérebro em 2011. Após 11 anos de tratamentos, o ex-atleta havia anunciado em 2022 que estava curado da doença. Recentemente, no dia 8 deste mês, ele foi homenageado no Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e introduzido ao Hall da Fama, mas não pôde comparecer à cerimônia devido à recuperação de uma cirurgia. Seu filho o representou, sem dar detalhes sobre o estado de saúde do pai na ocasião.
O Legado de um Mão Santa
A carreira de Oscar Schmidt é marcada por feitos históricos. Ele foi o líder da equipe brasileira que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, em uma vitória memorável sobre o time da casa, que é considerada um dos maiores triunfos do basquete brasileiro e um dos motivos que levaram os Estados Unidos a formarem o lendário Dream Team.
O ‘Mão Santa’ detém diversos recordes, especialmente em Olimpíadas. Ele é o maior pontuador em um único jogo olímpico, com 55 pontos contra a Espanha em 1988, e possui a maior média de pontos em uma edição dos Jogos, com 42,3. Foi cestinha em três edições olímpicas e é o maior cestinha da história da Seleção Brasileira de Basquete. Além disso, é o segundo maior pontuador da história do basquete mundial, com impressionantes 49.973 pontos.
Carreira Gloriosa e Reconhecimento Mundial
Oscar também foi campeão dos Sul-Americanos de 1977, 1983 e 1985. Com 1.093 pontos em cinco edições, ele é o recordista de pontos em Olimpíadas. Seu talento transcendeu fronteiras, sendo introduzido ao Hall da Fama do Basquete americano em 2013, uma honra rara para quem não atuou na NBA. Ele também integra os Halls da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e do basquete italiano e espanhol.
No Brasil, Oscar defendeu clubes como Palmeiras (campeão brasileiro de 1977), Flamengo e Corinthians (campeão nacional em 1996). Com o Sírio, de 1978 a 1982, conquistou o Mundial Interclubes de 1979 e o Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Seu período de maior destaque internacional foi no Juvecaserta, onde atuou por oito anos na Itália.
Em 1984, Oscar Schmidt foi selecionado no Draft da NBA pelo New Jersey Nets (atual Brooklyn Nets), em uma classe que incluía lendas como Michael Jordan, Hakeem Olajuwon, Charles Barkley e John Stockton. No entanto, ele optou por não assinar o contrato para continuar defendendo a Seleção Brasileira, solidificando ainda mais seu compromisso e amor pelo basquete nacional.
Fonte: jovempan.com.br
