Mohammad Ghalibaf: Quem é o Líder Iraniano Cogitado pelos EUA para Liderar o Irã em Negociações

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Figura-Chave no Regime Iraniano

Mohammad Bagher Ghalibaf, atual presidente do Parlamento do Irã, emergiu como um nome de destaque em discussões diplomáticas entre os Estados Unidos e o regime iraniano. Fontes indicam que Washington estaria avaliando Ghalibaf como um potencial parceiro para negociações e até mesmo como uma figura que poderia assumir uma liderança interina no país, em um movimento comparado ao papel de Delcy Rodríguez na Venezuela.

Trajetória Militar e Política

Aos 64 anos, Ghalibaf possui uma vasta carreira que inclui atuação na Guerra Irã-Iraque, comando da Força Aérea da Guarda Revolucionária Islâmica, chefia das Forças Policiais Iranianas e a prefeitura de Teerã por mais de uma década. Desde 2020, ocupa a presidência do Parlamento iraniano. Ghalibaf já concorreu à presidência em três ocasiões, sem sucesso, obtendo 14% dos votos na disputa mais recente em 2024.

Um Perfil Pragmaticamente Atraente?

Analistas apontam que Ghalibaf detém considerável influência em diversas esferas do regime iraniano. Sua suposta menor inclinação ideológica em comparação a outros líderes o torna um nome potencialmente atraente para os Estados Unidos em busca de um interlocutor. Um pesquisador do Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança descreveu Ghalibaf como alguém que acredita que “os fins justificam os meios”, indicando um pragmatismo que pode ser visto como uma vantagem estratégica.

Histórico Controversos e Negação de Negociações

Apesar do perfil pragmático, Ghalibaf tem um histórico preocupante em relação aos direitos humanos. Ele apoiou a repressão a protestos e, em um áudio de 2013, gabou-se de ter agredido manifestantes durante seu tempo na Guarda Revolucionária. Sua presença em funerais de líderes do Hezbollah, grupo apoiado por Teerã, também reforça seu alinhamento com a linha dura do regime. Recentemente, Ghalibaf refutou as declarações de Donald Trump sobre o avanço de negociações, classificando-as como “fake news” destinadas a manipular mercados financeiros e de petróleo.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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