Modelagem de Produtos em Multipropriedade: Segredos para Atrair Clientes e Garantir Lucratividade Revelados no ADIT Share

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Painel Estratégico no 14º ADIT Share Disseca a Criação de Ofertas Irresistíveis

O 14º ADIT Share, realizado em Campos do Jordão (SP), sediou um painel crucial que encerrou o primeiro dia de evento, focando na arte de “Modelagem de produtos em Multipropriedade e Direito de Uso”. O debate, que reuniu nomes como Adriana Chaud (Tudo Consultoria), Danilo Samezima (Oceanic Empreendimentos), Antônio Carlos Gomes (TC Brasil) e Evandro Paiva (Eindom), desvendou as estratégias essenciais para criar ofertas atrativas, impulsionar vendas e assegurar a rentabilidade no crescente mercado de multipropriedade e direito de uso.

A Base Jurídica e a Experiência na Construção de Modelos de Sucesso

Antônio Carlos Gomes enfatizou a importância de uma base jurídica sólida, ressaltando que os modelos de negócio e contratos devem ser meticulosamente adaptados a cada empreendimento específico. Evandro Paiva complementou, compartilhando a experiência da Eindom, que, apesar de iniciante no setor, buscou consultoria especializada para estruturar seus projetos. “O tempo compartilhado permite democratizar produtos de forma mais acessível”, destacou Paiva, que ressaltou o valor da pesquisa de mercado para identificar o público-alvo e otimizar a entrega, citando o exemplo do Village Itaparica.

Ticket Médio e Rentabilidade: A Chave para a Atratividade do Produto

Adriana Chaud, mediadora do painel, provocou a discussão sobre como equilibrar o ticket médio e a rentabilidade para maximizar a atratividade do produto. Antônio Carlos Gomes apontou a pesquisa de mercado como o pilar fundamental. “Quem é teu público, qual é o poder de compra dele? É preciso entender essas informações para não errar a mão”, aconselhou, reforçando a necessidade de alinhar o público ao projeto.

Evolução da Multipropriedade: Lições Aprendidas e o Caminho para o Ideal Brasileiro

Danilo Samezima analisou a evolução dos modelos de timeshare e multipropriedade no Brasil. Ele observou que, enquanto o timeshare importou modelos estrangeiros, a multipropriedade ainda está em fase de aprimoramento. Samezima destacou que a comparação de valor não deve se basear apenas no preço de mercado, mas sim na relação entre o custo do produto e a renda média do cliente, um “ponto ideal” ainda em busca no Brasil. Ele também diferenciou as entregas, admitindo que “vendemos sonhos lá atrás, mas não tínhamos essa experiência de entrega” na multipropriedade, e que os erros do passado estão sendo ajustados. “Criamos produtos maravilhosos no papel para vender, mas quando a operadora entrava não conseguia entregar o que foi prometido”, criticou Gomes. Adriana Chaud concluiu reforçando a importância de “personificar seu produto de acordo com o que você tem na mão” e buscar conhecimento para que a modelagem tenha “lastro na venda”, pois uma concepção inadequada pode comprometer todo o empreendimento.

Fonte: revistahoteis.com.br

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