Milhares marcham em Londres em defesa da vida desde a concepção
No último sábado, uma multidão de milhares de ativistas pró-vida tomou as ruas de Londres em uma manifestação anual organizada pelo grupo March For Life UK. A marcha, que percorreu o trajeto do Emmanuel Centre até a Parliament Square, ocorre em um momento de intenso debate sobre a legislação do aborto na Inglaterra, Escócia e País de Gales. Os participantes defendem maiores restrições ao aborto e se opõem às chamadas zonas de exclusão, que visam impedir manifestações e assédios em clínicas e hospitais que realizam o procedimento.
Argumentos pela dignidade humana e oposição ao aborto
Ben Thatcher, um dos organizadores da March For Life, enfatizou a crença de que “cada vida humana é feita à imagem e semelhança de Deus” e que o aborto representa uma “grande tragédia” com impactos profundos na sociedade. Sob a legislação atual, o aborto é permitido até 24 semanas de gestação, com condições específicas. A March For Life critica a prática, com slogans como “O aborto machuca a família” e “Proibições ao aborto salvam vidas”. A manifestação contou com a participação de 15 bispos católicos, que celebraram uma missa na Catedral de Westminster antes de se juntarem ao grupo.
Contraprotesto defende o direito ao aborto
Em paralelo à marcha pró-vida, centenas de pessoas participaram de um contraprotesto pró-escolha. Os manifestantes entoaram slogans como “aborto é um direito humano” e “mantenham seus rosários longe de nossos ovários”, expressando sua oposição aos ativistas pró-vida. Tilly Middlehurst, ativista pró-escolha, afirmou que o objetivo era “proteger nossos direitos como mulheres” e demonstrar que os opositores ao aborto representam “uma minoria”. Houve também momentos de tensão, como o ocorrido quando a ativista pró-vida Ruth Price tentou distribuir panfletos e foi confrontada por contramanifestantes.
A vida como valor fundamental
Bispos e padres presentes na marcha pró-vida reforçaram a importância de defender a vida em todas as suas fases. O bispo auxiliar de Southwark, Paul Hendricks, declarou apoio “à vida em todos os seus estágios” e a necessidade de defender “nossos valores e princípios”. O arcebispo John Wilson destacou a “beleza e dignidade da vida humana”, desde a concepção até a morte natural, e a importância de ser “uma voz para os sem voz” em uma cultura que, segundo ele, pode ver a vida como “descartável”. O padre Paul Grogan considerou o aborto “a questão de direitos humanos mais fundamental do nosso tempo”.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
