Meta Atualiza Óculos de IA para Bloquear Gravações Invisíveis e Reforçar Privacidade Após Críticas

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A Meta começou a distribuir uma importante atualização para seus óculos inteligentes com inteligência artificial, visando reforçar a privacidade e a segurança dos usuários. A partir de agora, o dispositivo interromperá automaticamente a gravação caso o LED indicador de captura seja coberto após o início do registro. A novidade fecha uma brecha que permitia a gravação discreta, com a luz acesa no começo e posteriormente escondida, impossibilitando que terceiros percebessem que estavam sendo filmados.

A mudança foi confirmada pela Meta em comunicado à imprensa e pelo vice-presidente de realidade aumentada da empresa, Alex Himel, em uma publicação no Threads. A atualização está sendo implementada gradualmente e ainda não chegou a todos os usuários dos óculos. Anteriormente, a proteção existente, lançada em julho, desativava a câmera apenas quando detectava adulteração física no LED, como a remoção da peça. No entanto, essa medida não impedia que a luz fosse coberta com um dedo ou outro objeto após o início da gravação, um método cujos tutoriais circulavam em redes sociais.

Reforço na Segurança e Combate à Adulteração

A Meta tem intensificado seus esforços para coibir a adulteração dos óculos. A empresa afirmou que, após a atualização de julho que desativa a câmera em caso de remoção física do LED, serviços que ofereciam esse tipo de modificação, como a Ghost Metas, encerraram suas operações. A companhia também tem enviado notificações de cessar e desistir a indivíduos que alteram o LED e remove anúncios e publicações que promovem tais serviços, demonstrando a eficácia de suas ações.

A Pressão pela Privacidade e o Cenário Regulatório

Esta atualização chega em um momento de crescente debate sobre os riscos de gravações não consentidas realizadas com os óculos de IA. No Brasil, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e a organização Coding Rights protocolaram uma representação contra o produto junto à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e ao Ministério Público Federal (MPF). As entidades questionam se a comercialização do dispositivo respeita a Lei Geral de Proteção de Dados e o Código de Defesa do Consumidor, citando a dificuldade de terceiros perceberem a gravação devido ao pequeno LED.

Nos Estados Unidos, a preocupação com a privacidade também é palpável. O uso dos óculos para gravar pessoas sem consentimento em vídeos de pegadinhas levou o Instagram a banir contas ligadas a esse tipo de conteúdo, evidenciando a tensão entre a inovação tecnológica e os limites da privacidade em dispositivos vestíveis com câmera embutida. A nova atualização da Meta é um passo significativo para mitigar essas preocupões, buscando um equilíbrio entre a funcionalidade do produto e a proteção da privacidade alheia.

Fonte: canaltech.com.br

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