Você já se perguntou por que, em alguns países, o volante dos carros está posicionado no lado direito, em vez do esquerdo, como é comum no Brasil? Essa particularidade, conhecida como “mão inglesa”, é uma herança histórica fascinante que persiste em 76 nações ao redor do mundo, com a maioria sendo ex-colônias britânicas, mas também incluindo o Japão.
As Raízes Históricas da Mão Inglesa
Duas principais teorias históricas explicam a origem dessa prática. Uma delas remonta às carroças de carga: o cocheiro se sentava no lado esquerdo para ter uma visão mais ampla dos vários cavalos que puxavam o veículo, enquanto seu assistente ficava à direita, com o chicote em mãos. Com a chegada dos automóveis, essa posição do condutor teria sido mantida.
Outra explicação popular envolve a segurança dos cavaleiros na Europa medieval. Eles preferiam cavalgar pelo lado esquerdo da trilha, mantendo a mão direita livre para desembainhar a espada rapidamente em caso de um duelo inesperado. Embora os tempos tenham mudado drasticamente, o Reino Unido, berço de muitas dessas tradições, continuou a seguir essa regra.
Países que Mantêm e os que Mudaram
Enquanto nações como Austrália, Índia, Cingapura e o próprio Japão permanecem fiéis ao modelo com volante à direita, outros países que adotaram o sistema britânico no passado decidiram alterá-lo. É o caso da Argentina e de Portugal, que mantiveram a mão inglesa até 1945 e 1928, respectivamente, antes de fazerem a transição para o modelo de direção à direita da via.
O que Muda no Interior do Carro?
Para quem não está acostumado, a ideia de um volante no lado direito pode parecer revolucionária, mas as diferenças no interior do carro não são tão drásticas. Assim como no modelo universal, as hastes da seta (pisca-pisca) continuam no lado esquerdo do volante, e o pedal do acelerador permanece à direita. A principal mudança, de fato, é que a alavanca do câmbio fica à esquerda do motorista, mas a sequência das marchas mantém a mesma posição lógica, facilitando a adaptação.
Fonte: canaltech.com.br
